26 de Junho de 2013, 10:16

Estudo revela consumo de álcool e canábis no seio familiar em Cabo Verde

O estudo, divulgado na mesma altura em que se celebra o Dia Internacional de Combate às Drogas e Tráfico Ilícito, é de caráter nacional, contou com o apoio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) em Cabo Verde e mostra uma análise sobre o uso de substâncias psicoativas no meio escolar.

O estudo oferece um "mapeamento dinâmico do consumo nas famílias", permitindo "focalizar intervenções mais precisas em cada ilha e concelho do país", explicou à Inforpress a representante do UNODC em Cabo Verde.

Cristina Andrade adiantou que o estudo envolveu mais de 5.000 alunos e é de "extrema relevância" para a redefinição dos programas de intervenção e de prevenção de uso de drogas nas escolas.

"O estudo no seio das várias famílias cabo-verdianas apresenta uma prevalência no consumo de álcool, canábis e 'crack' (estupefaciente obtido a partir de cocaína, bicarbonato de sódio e outras substâncias químicas)", revelou.

O primeiro inquérito visa perceber a dinâmica do uso nas escolas, por forma a poderem-se identificar outras variáveis como o contexto familiar, onde os jovens encontram a substância.

Questionada sobre a quem cabe a responsabilidade na prevenção e combate à droga, Cristina Andrade admitiu a dificuldade em apontar o dedo, uma vez que o problema é "multifacetado e exige a intervenção de todos".

"Todos devem trabalhar em conjunto na compreensão e análise da situação para resolvermos de forma integrada as principais preocupações nestas matérias. Cada vez mais sentimos a necessidade de uma maior implicação das famílias, da sociedade civil, e de todos neste combate, que não pode ser exclusivamente da polícia", defendeu.

No que respeita ao consumo, declarou que o UNODC tem constatado, a nível mundial, que tem havido um aumento global de consumo das novas substâncias psicoativas, drogas que não passam pelo controlo internacional, vendidas de forma aberta e que são "extremamente perigosas para a saúde" dos jovens.

Dados do UNODC revelam que o tráfico na África Ocidental tem aumentado e, com isso, o consumo de substâncias, uma vez que, no ano passado, estima-se que cerca de 50 por cento da cocaína que passa na sub-região oeste-africana aí se mantém, alimentando um consumo em expansão, contrariamente ao que acontecia antes.

JSD // MLL

Lusa/Fim

Agência Lusa

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