08 de Outubro de 2012, 12:57

Instituto de Patologia e Imunologia Molecular

Vencedores do Nobel da Medicina desenvolveram trabalho extraordinário

Raquel Seruca, médica e investigadora do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), considerou que o prémio Nobel da Medicina foi “muito bem atribuído” porque os dois investigadores desenvolveram “um trabalho extremamente importante, pelo grande avanço que representa para a medicina regenerativa”.

Na prática, explicou a investigadora, “é pegar numa célula madura para determinada função e conseguir revertê-la para uma função nova, ou seja, reprogramá-la para fazer coisas diferentes”.

O prémio Nobel da Medicina 2012 foi atribuído conjuntamente a John B. Gurdon e Shinya Yamanaka "pela descoberta de que as células maduras podem ser reprogramadas para se tornarem pluripotentes", anunciou o Comité Nobel.

Segundo explica a assembleia Nobel no comunicado em que anuncia os nomes dos laureados, o Instituto Karolinska decidiu distinguir dois cientistas que descobriram que células maduras e especializadas podem ser reprogramadas para se tornarem células estaminais, capazes de formarem qualquer tecido do corpo.

A temporada dos prémios Nobel 2011 começa hoje com o anúncio do Nobel da Medicina e prossegue com o da Física (terça-feira), da Química (quarta-feira), da Literatura (quinta-feira), da Paz (sexta-feira) e da Economia (dia 15).

Os prémios Nobel, criados em 1895 pelo químico, engenheiro e industrial sueco Alfred Nobel (inventor da dinamite), foram atribuídos pela primeira vez em 1901.

SAPO

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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