"A administração e o diretor artístico do TNDM II vêm informar que, não tendo sido auscultados sobre as alterações que vieram a público, solicitaram uma entrevista no sentido de verem esclarecidos os aspetos de fundo que se prendem com a implementação do novo modelo de funcionamento das Entidades Públicas Empresarias na área da cultura e com as consequências que daí advirão", lê-se no comunicado enviado à Lusa.
A teatróloga Maria João Brilhante é a atual presidente do Conselho de Administração do TNDM e o ator e encenador Diogo Infante assume a direção artística.
Francisco José Viegas apresentou quarta-feira passada, aos jornalistas, o novo organograma da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), tendo defendido que os teatros nacionais, a Companhia Nacional de Bailado e a Cinemateca não vão perder identidade e independência, mas terão de prestar contas sobre programação e resultados de bilheteira, com a alteração do modelo de funcionamento e gestão destas estruturas.
Francisco José Viegas garantiu que estas mudanças não implicarão perda de independência e identidade dos diretores artísticos, mas alertou que a tutela quer "valorizar os resultados de bilheteira", nos teatros e no cinema.
"Há-de haver poupanças, há-de haver receitas e há-de haver gestão mais qualificada e melhor gestão em determinadas Entidades Públicas Empresariais (EPE). E essas poupanças e essas receitas serão aplicadas em cada uma EPE em proporção com o peso e a exigência da programação", disse Francisco José Viegas.
O responsável esclareceu que a tutela vai definir "uma linha média para a bilheteira", porque são cinco estruturas culturais que "são suportadas pelo contribuinte" e "é preciso ter resultados junto do público. As receitas de bilheteira geradas acima dessa linha vão ser aplicadas na própria EPE", disse.
NL.
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