Em comunicado, o SJ realça que uma informação livre, de qualidade e pluralista permite aos cidadãos "fiscalizarem melhor os poderes e as políticas públicas" e dar-lhes "voz e espaço para propor e exigir".
Mas, recorda o sindicato, "a informação como bem público necessita de jornalistas livres e com direitos e redações capazes".
A nota refere que, a par dos seus deveres éticos, deontológicos e profissionais, os jornalistas "necessitam da correspondente proteção nos mais variados domínios – do direito de acesso à informação à proteção no emprego, da garantia de sigilo profissional à liberdade sindical, da cláusula de consciência ao direito a um salário justo".
O SJ alerta, a este propósito, para o "continuado agravamento das condições de trabalho dos jornalistas", em particular "os despedimentos de centenas de profissionais, a depreciação do estatuto salarial, a intensificação do ritmo e da duração do trabalho, a redução dos espaços destinados à informação, a desvalorização da grande reportagem, o primado da superficialidade".
A estrutura sindical sublinha ainda que "a proteção e o desenvolvimento de serviços públicos de informação, livres da influência dos poderes, são imprescindíveis à democracia e que uma verdadeira democracia não subsiste sem eles".