10 de Fevereiro de 2012, 09:28

Comissão Europeia quer introduzir fosfatos na cura do bacalhau

20% do peixe consumido em Portugal é bacalhau 20% do peixe consumido em Portugal é bacalhau Imagem: LUSA/João Areu Miranda

Segundo o Jornal de Notícias (JN), a Associação dos Industriais do Bacalhau (AIB) considera que a introdução de químicos (fosfatos) na transformação do bacalhau seco poderá significar o fim do tradicional bacalhau português e a derrocada de uma indústria que soma 83 empresas que empregam 1800 pessoas.

A presidente da AIB, Luísa Melo, vai mais longe e afirma ao JN que esta proposta da Comissão Europeia deve-se a questões económicas e não a motivos relacionados com saúde pública, ao utilizarem o argumento da oxidação do bacalhau.

O bacalhau transformado em Portugal tem obrigatoriamente uma percentagem de água inferior a 47%, que será difícil de atingir com a introdução de fosfatos que retêm a humidade. Para conseguirem esta percentagem, as empresas nacionais vão demorar mais tempo e gastar mais energia na secagem, explica a AIB. Como consequência desta alteração, os custos vão disparar e o bacalhau vai ficar mais caro e sem poder competir com o bacalhau seco noutros países.

Para Luísa Melo este "é um golpe nórdico para eliminar o nosso bacalhau tradicional".

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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