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21 de Setembro de 2012, 13:29

Cavaco considera "ultrapassada" hipótese de crise política

Cavaco Silva afasta cenário de crise política Cavaco Silva afasta cenário de crise política Imagem: LUSA; ANTONIO COTRIM

"Cada português pode imaginar o que é que sucederia a Portugal, país que depende enormemente, todos os dias, do financiamento das instituições internacionais para o desempenho das funções do Estado, para o funcionamento das empresas e dos bancos, se juntássemos a essa situação uma crise política", alertou Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas depois de presidir à cerimónia de inauguração das duas fábricas de Évora da construtora aeronáutica brasileira Embraer.

Contudo, Cavaco Silva disse pensar que a "eventualidade" de uma crise política "está ultrapassada".

"Seria dramático para Portugal, e cada um, de certeza, está consciente do que é que sucederia a Portugal, se juntássemos às dificuldades de financiamento externo uma crise política", argumentou.

O resultado, segundo o Chefe de Estado, aludindo indiretamente à situação da Grécia, seria apenas um: "Resvalaríamos, inevitavelmente, para a situação em que se encontra um outro país europeu".

É preciso "ouvir o país"

O Presidente da República acrescentou ainda que é preciso "ouvir o país", a propósito das manifestações do último sábado, em várias cidades, mas alertou que nenhuma das "medidas muito duras" anunciadas pelo Governo foi ainda aprovada.

"Foram anunciadas medidas muito duras e, portanto, temos que compreender, de facto [os protestos de rua]. Mas nenhuma medida, até este momento, foi aprovada", afirmou.

Nas declarações que prestou à saída, antes de partir para Lisboa, onde vai reunir o Conselho de Estado, às 17:00, Cavaco Silva foi instado a comentar as manifestações realizadas, no sábado passado, em várias cidades do país. "Não podemos deixar de ouvir o país", alertou, insistindo que as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo PSD/CDS ainda não foram aprovadas.

"Elas hão-de chegar ao Parlamento e, aí, os deputados têm a responsabilidade de analisar as medidas com muito cuidado, debatê-las, apresentar propostas para que, eventualmente, possam ser melhoradas e, só depois, é que temos orçamento [do Estado]", lembrou.

Nos termos da Constituição da República Portuguesa, enfatizou Cavaco Silva, "só o Parlamento pode aprovar impostos, pode aprovar o orçamento e, só depois disso, é que o documento chega à posse ao Presidente da República".

Notícia atualizada às 14:27

SAPO

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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