“Ai, Não nos calam” não pretende ser um sucesso nas discotecas deste país, como a versão original do brasileiro Michel Teló, mas sim um sucesso na luta contra a austeridade, uma palavra de ordem durante a manifestação nacional de 11 de fevereiro.
Ricardo Matos, autor do vídeo, dedicou a música "à luta contra o desemprego, a precariedade, os baixos salários e a política de austeridade que recai de forma pesada sobre os trabalhadores deixando intocadas as fortunas e o capital”.
A letra, também da autoria deste informático de Coimbra, apela à “coragem do povo” contra o capital e contra os “salários de miséria” mas sobretudo à participação de todos os portugueses na próxima manifestação convocada pela CGTP.
“Quase desisiti da ideia quando vi que havia um vídeo semelhante na internet, mas depois começou a surgir-me a letra, propus a uns amigos e pronto”, afirmou ao SAPO Notícias.
Ricardo Matos disse ainda que vai estar presente nesta manifestação, tal como tem marcado presença em todas as anteriores: “Aliás, a maior parte das imagens que está no vídeo fui eu próprio que tirei noutras manifestações”.
A gravação foi feita ao longo de uma noite numa coletividade em Coimbra e Ricardo não consegue adivinhar até onde possa chegar. Mas em Lisboa, na manifestação de dia 11 de fevereiro, deverá fazer-se ouvir: “Quando estava a fazer o vídeo apercebi-me de que podia surgir como palavra de ordem durante a manifestação”.
“Sábado na manif, A malta começou a gritar, E não há coisa mais linda, Que a coragem do povo a lutar” é o refrão de mais uma versão da música de Michel Teló que promete ficar no ouvido dos portugueses.