25 de Dezembro de 2011, 21:11

Passos Coelho

"2012 será um ano de grandes mudanças e transformações"

Passos Coelho Passos Coelho Imagem: LUSA/Mário Cruz

Numa mensagem de Natal, transmitida neste domingo, em que afirma que há "razões para olhar de frente o futuro com esperança", o primeiro-ministro declarou que "os portugueses têm sido corajosos e que o seu esforço vai valer a pena".

"2012 será um ano de grandes mudanças e transformações. Transformações que incidirão com profundidade nas nossas estruturas económicas", afirmou Passos Coelho.

Para o Chefe de Governo, "são estas estruturas que muitas vezes não permitem aos portugueses realizar todo o seu potencial, que reprimem as suas oportunidades, que protegem núcleos de privilégio injustificado, que preservam injustiças e iniquidades, que não recompensam o esforço, a criatividade, o trabalho e a dedicação".

"São estruturas que têm que ser mudadas", sublinhou.

Transformação do país com pessoas comuns

Assim, o próximo ano será, afirmou Passos Coelho, "determinante", não só pelos "compromissos" que há que honrar, com "muitos objetivos orçamentais e financeiros para cumprir", mas sobretudo pelas "reformas estruturais a executar".

"A orientação geral de todas essas reformas será a democratização da nossa economia", afirmou, defendendo que o objetivo é "colocar as pessoas, as pessoas comuns com as suas atividades, com os seus projetos, com os seus sonhos, no centro da transformação do país".

O primeiro-ministro disse querer que "o crescimento, a inovação social e a renovação da sociedade portuguesa venha de todas as pessoas, e não só de quem tem acesso privilegiado ao poder ou de quem teve a boa fortuna de nascer na proteção do conforto económico".

Estas reformas, que devem "nascer de baixo para cima", foram pensadas pelo Governo "para fazer dos homens e das mulheres de todo o país os participantes ativos na transformação e na recuperação de Portugal", sustentou.

Primeiro-ministro pede confiança

Passos Coelho sublinhou a importância da confiança, como "um ativo público", um "capital invisível, um bem comum, determinante para o desenvolvimento social, para a coesão e para a equidade" e enunciou que "um dos objetivos prioritários do programa de reforma estrutural do Governo consiste precisamente na recuperação e no fortalecimento da confiança".

"Na nossa vida coletiva a degradação dos laços de confiança ao longo dos anos teve graves consequências na qualidade da nossa democracia, no nosso desempenho económico e na nossa solidariedade comunitária", defendeu.

"Para construir a sociedade de confiança que queremos temos de reformar a Justiça, temos de tornar muito mais transparentes a máquina administrativa e as decisões públicas, temos de abrir a concorrência, agilizar a regulação e acelerar a difusão de uma cultura de responsabilidade no Estado, na economia e na sociedade", propôs.

O primeiro-ministro disse que desde que tomou posse há seis meses tem ouvido "muita gente de todo o país", com as suas "ansiedades por dívidas que não conseguiam pagar, frustrações por oportunidades que não aparecem, preocupações com o futuro dos seus filhos", mas que também lhe chegaram "palavras de coragem, de tenacidade e de esperança".

"Estou bem consciente das desigualdades e das injustiças de tantos aspetos da sociedade portuguesa", disse Passos Coelho, considerando que há estruturas e instituições, "tanto políticas e económicas", que "nem sempre estão à altura do serviço que têm de prestar".

O Chefe de Governo destacou os problemas dos jovens e dos mais velhos e argumentou que "uma sociedade que se preza não pode desperdiçar nem os seus jovens nem as pessoas que se encontram na fase mais avançada da sua vida".

Agência Lusa

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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