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18 de Julho de 2007, 16:55

Comunidades: Cerca de 600 alunos vão ficar sem aulas de português na Alemanha

O concurso de recrutamento de professores de português no estrangeiro foi hoje publicado em Diário da República e vai estar aberto durante cinco dias úteis a partir de quinta-feira.

Contudo, seis vagas para professores na Alemanha (cinco na área consular de Dusseldorf e uma em Nuremberga) não foram abertas este ano.

Em declarações à Agência Lusa, Teresa Soares disse que isso significa que cerca de 600 alunos do 1º e 2º ciclos não vão ter aulas de português no próximo ano lectivo.

"Esses seis professores eram pagos pelas entidades alemãs, mas reformaram-se e a Alemanha, que já desde 2000 avisava Portugal que não iria contratar mais docentes, não os substituiu", explicou.

"Apesar de o embaixador de Portugal em Berlim ter feito um pedido para Lisboa, os referidos lugares não saíram no concurso", acrescentou.

A professora ressalvou ainda que as aulas na área consular de Dusseldorf começam a 09 de Agosto e que até lá ainda não vão estar disponíveis os resultados do concurso.

"De maneira muito optimista, creio que os resultados definitivos devem ser publicados a 15 de Agosto", disse.

Para Teresa Soares, os objectivos do governo são, a curto prazo, poupar o mais possível e a longo prazo acabar com o ensino do português no estrangeiro.

"Estive reunida com o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, na passada sexta-feira e ele disse-me que este ensino custa muito dinheiro ao erário público, não há razão para serem professores de português a dar as aulas e que o ensino podia ser integrado no currículo local", afirmou a docente.

"A integração do ensino do português como língua estrangeira na Europa é uma utopia. Não há nenhum país que vá integrar o português no currículo", sublinhou.

Contactada pela agência Lusa, fonte do Ministério da Educação afirmou que o concurso para a colocação de professores no estrangeiro "abriu na data programada tendo em vista que se trata neste ano apenas de suprir carências resultantes de lugares a descoberto num total de cerca de 50".

A mesma fonte precisou ainda que no ano anterior "praticamente todos os lugares foram a concurso".

"Este ano a maior parte dos professores teve o seu contrato renovado conforme a lei prevê, daí o escasso número de lugares a concurso", acrescentou.

O Ministério da Educação remete para mais tarde respostas para outras questões, nomeadamente a situação dos alunos que vão ficar sem professor.

MCL.

Lusa/fim

Agência Lusa

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