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25 de Maio de 2007, 19:24

Crianças desaparecidas: "Primeiras 24 horas são cruciais" - especialista Interpol

O comandante Alain Remue falava na II conferência europeia sobre Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, que decorre em Lisboa para assinalar o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas.

Segundo este responsável, há três regras básicas de investigação iguais para todo o mundo: cada caso é um caso (não existe um desaparecimento igual), as primeiras 24 horas são cruciais e nunca se deve dizer nunca.

"Se se juntar estas três regras temos aqui a atitude certa", disse.

Alain Remue defendeu que não se pode responder aos pais e familiares dos desaparecidos para esperarem mais um dia partindo do principio que o desaparecimento foi apenas uma fuga.

Em 99 por cento dos casos, adiantou, a polícia quer pensar que a pessoa volta mas há um por cento remanescente em que as 24 horas eram cruciais para a investigação.

Sobre a regra "nunca digas nunca", Alain Remue explicou que o maior perigo é afunilar as percepções.

"Não se pode excluir nada, só quando se tem certezas. Tudo pode ser válido para a investigação", referiu.

As autoridades devem avançar com uma avaliação do risco e questionar-se sobre quem procuram de facto, disse o especialista.

GC.

Lusa/fim

Agência Lusa

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