Museus: 16 directores contestam posições de Dalida Rodrigues

Dalila Rodrigues «tem, por diversas vezes, passado a imagem pública de que tal ideia (autonomia financeira e gestão dos museus) merecia a concordância de outros directores de museus nacionais, assumindo, de certa forma, uma posição de representação da classe museológica portuguesa, de que ela própria se reconhece o direito de liderar», diz a determinado passo o dumento.

Os subscritores salientam, mais à frente, que Dalila Rodrigues era directora «apenas há três anos» e que nenhum dos 16 directores conferiu «poderes de representação à directora do Museu Nacional de Arte Antiga como porta-voz da classe museológica portuguesa a que igualmente pertencem, nem lhe reconhecem esse papel a que se arroga».

Na quarta-feira, o director do Instituto dos Museus e Conservação, Manuel Bairrão Oleiro, comunicou à directora do Museu de Arte Antiga, Dalila Rodrigues, que a sua comissão de serviço não seria renovada.

A decisão motivou críticas do CDS/PP e do PSD e a realização de uma vigília de protesto junto ao Museu.

Paulo Henriques, actual director do Museu Nacional do Azulejo, sucederá a 01 de Setembro a Dalila Rodrigues à frente do Museu Nacional de Arte Antiga.

EYM.

Lusa/Fim

@ Agência Lusa

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