"Tal como já tinha acontecido quando completei um ano, em que estive com a comunidade portuguesa do Luxemburgo, agora vou celebrar esta data com a comunidade portuguesa e os luso-descendentes do Brasil", dissera Cavaco Silva na quinta-feira, à chegada ao Rio de Janeiro.
Cavaco Silva deslocou-se ao Brasil a convite do seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para se associar às comemorações dos 200 anos da chegada da Corte portuguesa ao Rio de Janeiro.
Antes do almoço em honra das comunidades portuguesas e luso-brasileiras oferecido pelo Presidente da República e Maria Cavaco Silva, o chefe de Estado preside à inauguração da exposição "Lisboa no Rio de Janeiro", na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, promovida pela Câmara Municipal da capital portuguesa.
Ao fim do dia, o Presidente da República parte de regresso a Lisboa, onde chegará na manhã de segunda-feira.
No âmbito das comemorações dos 200 anos do desembarque da Corte portuguesa ao Rio de Janeiro, ocorrido a 08 de Março de 1808, Cavaco Silva participou, no sábado, na reabertura da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, após 18 meses de obras de restauro.
A igreja, em estilo rococó, situa-se perto do Paço Real, onde D. João viveu, e foi utilizada como Capela Real e mais tarde como Capela Imperial.
Inaugurada em 1761, a Antiga Sé do Rio de Janeiro está ligada à família real portuguesa e à família imperial brasileira.
Em 1816, a rainha D. Maria I foi enterrada com missa na Capela Real, onde D. João VI foi aclamado rei em 1818.
D. Maria da Glória, futura D. Maria II de Portugal, foi baptizada na Capela Real em 1819, e três anos mais tarde, D. Pedro I foi coroado imperado na mesma igreja, que passou a ser Capela Imperial com a independência do Brasil.
D. Pedro II também foi coroado imperador do Brasil na mesma igreja, em 1841.
As obras de restauro estiveram a cargo da Prefeitura do Rio de Janeiro e custaram 11,2 milhões de reais (4,2 milhões de euros).
A sua reabertura foi assinalada com um concerto pela Orquestra Sinfónica Brasileira e um espectáculo de luz e som, a que assistiram Cavaco Silva e comitiva, o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, e o arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal D. Eusébio Óscar Scheid, bem como D. Duarte Pio e os descendentes da família imperial brasileira.
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Lusa/fim.