Isto é uma página de arquivo

Todas as notícias do dia estão agora disponíveis na página principal do portal SAPO

08 de Fevereiro de 2008, 20:37

França: Encerramento consulados abre "guerra" no seio do PS

Em comunicado enviado à Lusa, a Secção do PS de Paris Oeste considera ainda que António Braga foi prepotente no processo da reestruturação consular.

A Lusa tentou contactar António Braga, que integra a Comissão Política Nacional do PS e preside à Assembleia Municipal de Braga, mas fonte do seu gabinete respondeu que o governante não vai comentar as alegações.

Quem respondeu foi Paulo Pisco, director do Departamento Internacional e de Comunidades do PS, que em comunicado também enviado à Lusa classificou as declarações dos socialistas de Paris de "infundadas e sem sentido".

"Ao contrário do que pretende fazer querer, a Secção de Paris Oeste é pouco representativa, designadamente porque não se conhecem iniciativas nenhumas em defesa da nossa comunidade, despertando apenas de vez em quando com um ou outro comunicado que tem sempre o mesmo propósito, tanto agora como no passado: atingir o PS e os governos socialistas", riposta Paulo Pisco no comunicado.

Os socialistas de Paris consideram, no seu comunicado, que António Braga "desprezou completamente o parecer das estruturas portuguesas em França e não teve em consideração as verdadeiras necessidades dos portugueses residentes em território francês, retirando-lhes um dos seus direitos que é a possibilidade de tratar dos seus documentos com o mínimo de transtornos pessoais ou de trabalho".

A Secção do PS de Paris afirma ainda que não se vai "conformar com atitudes de prepotência da parte do secretário de Estado" que faltou "aos mais elementares princípios democráticos encerrando os consulados sem qualquer concertação com os portugueses residentes em França".

Na nota, o PS de Paris Oeste critica também a atitude do Departamento das Comunidades do Partido Socialista no processo da reestruturação consular por se ter "limitado a apoiar os encerramentos sem procurar defender os interesses da comunidade".

"Consideramos que este erro político terá um preço elevado aquando das próximas eleições legislativas, pois os nossos compatriotas não se sentem minimamente defendidos por aqueles que foram eleitos para o efeito", afirma.

"Onde se encontra a nossa Deputada pela Emigração? Onde se encontra o Director do Departamento da Emigração, pago pelo Partido para ouvir e explicar ao Governo as nossas preocupações?", questiona o PS de Paris Oeste, referindo-se à deputada Maria Carrilho e a Paulo Pisco, respectivamente.

Na sua resposta, Paulo Pisco reafirma ser necessária "uma reforma das estruturas consulares" para "as modernizar e adaptar às necessidades, na certeza que tanto os interesses dos utentes como dos funcionários têm sido acautelados na transferência de competências dos Consulados de Orleans e Tours para o novo Consulado Geral de Paris".

O consulado de Portugal em Versalhes encerra a 15 de Fevereiro e o de Nogent-Sur-Marne a 14 de Março, sendo os seus serviços transferidos para o posto de Paris.

No passado dia 18 de Janeiro encerraram os postos em Tours e Orleans, que vão ser substituídos por consulados honorários com poderes para praticar actos consulares, embora se desconheça quais os documentos que vão poder emitir.

Ainda em França vão ainda sofrer alterações os consulados de Lille e Toulouse, que vão ser transformados em vice-consulados.

A diferença entre um vice-consulado e um consulado é que o primeiro não é chefiado por um diplomata.

Mais de um milhão de portugueses e luso-descendentes vivem actualmente em França.

EL/MCL.

Lusa/Fim

Agência Lusa

Comentários

Critério de publicação de comentários

publicidade

publicidade

publicidade