Lisboa, 20 Nov (Lusa) - Os trabalhadores da higiene urbana da Câmara de Lisboa vão parar durante cinco dias, entre 8 e 11 de Dezembro, caso o município não recue "na intenção de privatizar" os serviços de limpeza na Baixa/Chiado, anunciou fonte sindical.
A decisão foi tomada após a realização de dois plenários (um, quarta-feira, para o serviço nocturno e outro, quinta-feira, para o serviço diurno) e abrange entre 2.000 a 2.500 trabalhadores do Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos da Câmara Municipal de Lisboa, incluindo cantoneiros, motoristas e pessoal administrativo e técnico.
Joaquim Jorge, do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, adiantou que se a greve tiver os mesmos níveis de adesão que se verificaram nos plenários, os cinco dias de paralisação vão trazer consequências graves a nível da recolha do lixo, lavagem e varredura das ruas.
"Somos os primeiros a lamentar os transtornos. Mas esta luta é também a favor dos munícipes. Se isto for privatizado, vão sentir a diferença na factura ao final do mês", salientou.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa desmentiu anteriormente a intenção de privatizar os serviços de Higiene Urbana, considerando que o que está em curso é um reforço de trabalhadores para a zona da Baixa Pombalina, porque não foi possível encontrar uma resposta adequada com os recursos disponíveis, mas o sindicalista rejeita o argumento.
"Vai ser aberto um concurso público para atribuir a limpeza nessa zona a uma empresa. Se isto não é privatização, o que é?", questionou.
Joaquim Jorge contrapõe que os custos financeiros da concessão destes serviços a uma empresa são superiores e que esse dinheiro poderia ser investido em meios humanos e materiais próprios.
"O que se passou nos jardins foi um processo semelhante. O metro quadrado de manutenção de espaços verdes através dos privados custa quatro vezes mais. Vai ser mais oneroso para o erário público", concluiu.
RCR.
Lusa/Fim

Comentários
Critério de publicação de comentários