Lisboa, 05 Fev (Lusa) - O secretário de Estado das Comunidades disse hoje à Lusa que acompanha a evolução dos protestos contra o aumento dos transportes em Maputo, que já provocaram pelo menos seis feridos, e acredita numa "normalização progressiva da situação".
Segundo António Braga, "as missões diplomáticas portuguesas estão em contacto com as autoridades moçambicanas e a seguir a evolução da situação, que tende para uma normalização progressiva".
"Apesar de ter havido situações de confronto em zonas de concentração de transportes colectivos, a situação nunca foi muito tensa", adiantou António Braga. Mas o governante afirmou que foi decidido "fechar a escola Portuguesa como mera medida de precaução".
As manifestações são uma reacção popular ao aumento da tarifa de "chapa", o meio de transporte utilizado pela maioria da população (uma viagem interurbana que antes custava cinco meticais (14 cêntimos) passou para 7,5 meticais (21 cêntimos) e a que antes custava 7,5 meticais passou agora a custar 10 meticais (28 cêntimos).
A reacção policial já fez pelo menos seis feridos - testemunhas oculares têm falado num morto, que não foi confirmado pelas autoridades -, de acordo com o primeiro balanço oficial.
A capital moçambicana tem estado desde o início da manhã a ser palco de violentas manifestações de populares, que já fizeram seis feridos, em protesto contra a entrada em vigor hoje da nova tarifa dos transportes semi-colectivos ("chapa").
Cerca de 9.000 portugueses vivem em Maputo. Em todo o território moçambicano, o número ascende a 18.000.
HB.
Lusa/fim

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