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28 de Junho de 2008, 08:03

Portimão/Incidente: PJ recolhe 7 cápsulas de bala próximo do Pavilhão Arena

Dos sete tiros disparados sobre o Pavilhão Arena, de onde saíra meia hora antes José Sócrates, só dois projécteis acertaram na cobertura do recinto.

De acordo com fonte do seu gabinete, José Sócrates já se encontrava perto de Albufeira, a cerca de 20 quilómetros do local, quando ocorreram os disparos.

Ninguém ficou ferido no incidente.

Nas suas demoradas perícias durante a madrugada, a PJ observou marcas visíveis de impacto de dois projécteis na cobertura do pavilhão, tendo mantido no local 22 inspectores de quatro secções - Direcção Central de Combate ao Banditismo, DIC-Departamento de Investigação Criminal de Portimão, Secção Regional de Combate ao Banditismo e dois técnicos da polícia científica, que vistoriaram minuciosamente a área circundante do Pavilhão Arena.

Em declarações à Lusa, o coordenador do DIC de Portimão da PJ, Paulo Rebelo, confirmou a recolha de vestígios de uma arma de fogo, explicando ser "ainda cedo para tirar qualquer conclusão" e que o material recolhido seria enviado para análise balística no laboratório da Polícia Científica.

Os elementos da Polícia Científica vistoriaram durante três horas a cobertura do pavilhão, à qual acederam através de uma escada Magiruz dos Bombeiros de Portimão.

A 132 metros do Pavilhão Arena foram encontradas sete cápsulas de bala de pistola de calibre 7.65 milímetros, habitualmente utilizadas em armas das forças de segurança.

Segundo uma testemunha, que estava no exterior do Pavilhão, ouviram-se primeiro três tiros, seguidos de outros três, desconhecendo-se o local de onde foram feitos.

Na altura, ainda se encontravam no interior e no exterior do Pavilhão centenas de pessoas que, apesar de tudo, mantiveram a calma.

O presidente da Câmara Municipal de Portimão, Manuel da Luz, desvalorizou o incidente atribuindo os disparos a indivíduos que se entretêm a disparar contra placas de sinalização.

"Nos últimos quinze dias, têm aparecido sinais e placas de trânsito furadas por tiros, desconhecendo-se os autores do disparos", acrescentou.

Por seu lado, a governadora civil de Faro, Isilda Gomes, que estava dentro do Pavilhão alvejado e onde se encontravam cerca de 300 pessoas, descreveu hoje o incidente como "uma brincadeira de mau gosto".

Em declarações à Agência Lusa, Isilda Gomes disse não se ter apercebido dos disparos e que só soube deles por alguém, que estava no exterior, os ter comentado.

"À porta do pavilhão estava um pequeno grupo que ouviu seis disparos, três espaçados e mais três tipo rajada, tendo entrado no pavilhão e comentado o caso", observou a representante do Governo na região.

Isilda Gomes classificou o incidente como "uma brincadeira de mau gosto que poderia ter atingido alguém", acrescentando, contudo, "que dá a impressão de não ter havido a intenção de acertar em alguém".

A governadora civil disse que os tiros foram disparados "por alguém que, depois de uma iniciativa com tanto sucesso, decidiu brincar um pouco com esta festa".

"É a primeira vez que uma coisa destas acontece no Algarve, principalmente junto a um local onde decorria o jantar partidário", acentuou.

Os disparos foram efectuados de uma zona junto a um dos edifícios, próximo de um terreno baldio.

Foi nesse local que a Polícia Judiciária encontrou as sete cápsulas de pistola de 7.65 milímetros.

Uma das pessoas que fazia parte do grupo que se encontrava no exterior do pavilhão disse à Lusa ter "apanhado um grande susto" ao ouvir os projécteis a bater na cobertura do edifício, a cerca de três metros do solo.

"Até ainda estou a tremer porque poderia ter sido atingido", frisou, acrescentando ter ficado "estupefacto", o que levou a pessoa a refugiar-se no interior do Pavilhão Arena.

ER/JPC/SRS.

Lusa/Fim

Agência Lusa

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