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23 de Agosto de 2007, 20:15

Ensino Superior: Empréstimos bancários são desresponsabilização do Governo - AAL

O Conselho de Ministros aprovou hoje uma medida que visa dar aos estudantes a possibilidade de financiar os estudos recorrendo a empréstimos bancários, que serão concedidos sem garantias e com juros mais baixos para alunos com melhores notas.

Reagindo a esta medida, a AAL considerou tratar-se de "mais uma forma do Governo se desresponsabilizar do apoio sócio-financeiro aos estudantes do ensino superior", sublinhando que a Acção Social Escolar é insuficiente e que a entrada de mais estudantes carenciados tem vindo a acentuar essas dificuldades.

No entanto, a associação académica ressalva que o sistema de créditos não pode ser dissociado da actual Acção Social, devendo esta ser mantida, e se possível melhorada.

"Mais bolsas de estudo, aumentar as camas disponíveis nas residências universitárias - insuficientes para o número cada vez maior de estudantes carenciados - e apoiar de forma substancial e eficaz a alimentação dos estudantes em cantinas, refeitórios e bares a preços sociais", sugere a AAL.

Tendo em conta que o modelo de pagamento deste sistema de créditos começa um ano após o término do período de estudo, a associação considera importante que haja maior esforço por parte das Instituições de Ensino Superior em promover e dinamizar os seus Gabinetes de Saídas Profissionais para garantir uma maior "colocação" dos seus licenciados no mercado de trabalho.

"Caso esta situação não aconteça poderemos correr o risco de que daqui a quatro ou cinco anos muitos dos jovens licenciados do nosso País comecem a sua vida com problemas com a banca por dificuldades em pagar os referidos créditos", afirma.

A AAL salienta como "ponto positivo" a criação de escalões consoante as médias dos alunos e defende que estes créditos sejam passíveis de ser amortizados após garantido um determinado nível de estabilidade financeira do estudante já na vida profissional.

Os estudantes advogam ainda que esta medida "não pode conduzir e justificar" um aumento das propinas nos próximos anos, considerando que isso "seria a morte do modelo que está a querer ser implementado".

AL.

Lusa/Fim

Agência Lusa

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