As visitas guiadas "ao coração" deste espaço da administração da Justiça, que decorrerão semanalmente até ao final deste ano, pretendem mostrar algumas das suas riquezas patrimoniais e evidenciar que ele é habitado por pessoas como as outras, mas investidas da missão de administrar a Justiça, pela Constituição da República.
Para o vice-presidente do Tribunal, o juiz-desembargador Serra Leitão, que apresentou hoje em conferência de imprensa o programa, as visitas guiadas pretendem desmistificar a ideia do que é um tribunal e sobre as pessoas que lá trabalham.
O convite, que foi endereçado às escolas e às câmaras municipais para que promovam visitas com alunos e utentes de lares de idosos, é também extensível a qualquer cidadão interessado em conhecer os meandros do tribunal e certos pormenores artísticos, em ferro forjado, madeira e azulejo, desse edifício que chegou a albergar um colégio no século XVI.
As comemorações terão o seu ponto alto a 01 de Julho numa sessão solene onde deverão estar presentes o ministro da Justiça e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, a evocar a data em que começou a funcionar o Tribunal da Relação de Coimbra.
Ao longo do corrente ano estão previstas, entre outras, umas Jornadas de Direito do Trabalho, a 10 de Abril, espectáculos de música e teatro, uma "Semana do Livro Jurídico" e uma exposição de documentos e objectos do espólio do Tribunal, nomeadamente fotografias e antigas máquinas de escrever, assim como caixas e taças que eram utilizadas no sorteio dos processos pelos juízes.
O Tribunal da Relação de Coimbra foi criado em 1918 no âmbito de uma reforma judiciária e inicialmente ficou instalado numa ala da penitenciária. Em 1932, depois de obras de adaptação, foi ocupar o antigo Colégio de S. Tomás, na Rua da Sofia, onde hoje se encontra, partilhando o espaço com o Tribunal Judicial.
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