Coimbra, 27 Mar (Lusa) - Visitas guiadas ao Tribunal da Relação de Coimbra todas as sextas-feiras, colóquios, debates e espectáculos vão assinalar até ao final do corrente ano os 90 anos da sua criação, foi hoje anunciado.
As visitas guiadas "ao coração" deste espaço da administração da Justiça, que decorrerão semanalmente até ao final deste ano, pretendem mostrar algumas das suas riquezas patrimoniais e evidenciar que ele é habitado por pessoas como as outras, mas investidas da missão de administrar a Justiça, pela Constituição da República.
Para o vice-presidente do Tribunal, o juiz-desembargador Serra Leitão, que apresentou hoje em conferência de imprensa o programa, as visitas guiadas pretendem desmistificar a ideia do que é um tribunal e sobre as pessoas que lá trabalham.
O convite, que foi endereçado às escolas e às câmaras municipais para que promovam visitas com alunos e utentes de lares de idosos, é também extensível a qualquer cidadão interessado em conhecer os meandros do tribunal e certos pormenores artísticos, em ferro forjado, madeira e azulejo, desse edifício que chegou a albergar um colégio no século XVI.
As comemorações terão o seu ponto alto a 01 de Julho numa sessão solene onde deverão estar presentes o ministro da Justiça e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, a evocar a data em que começou a funcionar o Tribunal da Relação de Coimbra.
Ao longo do corrente ano estão previstas, entre outras, umas Jornadas de Direito do Trabalho, a 10 de Abril, espectáculos de música e teatro, uma "Semana do Livro Jurídico" e uma exposição de documentos e objectos do espólio do Tribunal, nomeadamente fotografias e antigas máquinas de escrever, assim como caixas e taças que eram utilizadas no sorteio dos processos pelos juízes.
O Tribunal da Relação de Coimbra foi criado em 1918 no âmbito de uma reforma judiciária e inicialmente ficou instalado numa ala da penitenciária. Em 1932, depois de obras de adaptação, foi ocupar o antigo Colégio de S. Tomás, na Rua da Sofia, onde hoje se encontra, partilhando o espaço com o Tribunal Judicial.
FF.
Lusa/Fim

Comentários
Critério de publicação de comentários