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31 de Janeiro de 2009, 22:18

Sines:PCP insiste que presidente da Câmara deve colocar lugar à disposição

Em declarações aos jornalistas, após um plenário de militantes, o responsável pela Direcção da Organização Regional do Litoral Alentejano (DORLA) do PCP, Manuel Valente, considerou "inaceitáveis e inqualificáveis" as acusações feitas ao partido por Manuel Coelho.

Como tal, o dirigente comunista voltou a exigir, tal como na passada terça-feira, que o autarca, eleito pelas listas da CDU, deve colocar o lugar na câmara à disposição do PCP, assim como a vereadora Marisa Santos.

"O plenário exige que a vereadora Marisa Santos e o presidente Manuel Coelho", pela "diferença de posicionamento político" e "ruptura com as orientações do projecto autárquico do PCP e da CDU", ponham "os lugares que já não lhes pertencem à disposição", respeitando "os valores da ética e da honestidade política".

O presidente da Câmara Municipal de Sines anunciou terça-feira a sua desvinculação do PCP, após mais de 35 anos de militância, alegando interferência do partido na sua gestão camarária.

O responsável da DORLA, que falou em nome dos militantes reunidos em plenário, contrapôs hoje que a decisão de Manuel Coelho "culmina um processo de repetidos gestos, actos e decisões contrários ao projecto da CDU e de uma injustificada aproximação aos objectivos e propostas de política do PS".

Na conferência de imprensa, outro dirigente regional do PCP, José Catalino, garantiu que o PCP não queria "isto" para Sines, numa alusão à decisão de Manuel Coelho.

O PCP tem por base a "participação colectiva", afirmou José Catalino.

"Toda a obra que está feita neste concelho é obra da CDU e também há obra do [presidente] Manuel Coelho. O que nos afasta deste projecto é a forma, é o processo, é a tomada de posição individual em vez da colectiva", disse.

Quanto às questões que Manuel Coelho disse terem sido colocadas em reuniões partidárias relativamente à sua gestão autárquica, como o convite ao Presidente da República para os actos inaugurais do Castelo, José Catalino garantiu que a vinda de Cavaco Silva não foi questionada.

"Não questionamos a vinda do Presidente da República. Não há que questionar", disse.

AYN.

Lusa/Fim

Agência Lusa

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