Porto, 11 Jun (Lusa) - O embaixador dos Estados Unidos em Portugal, Thomas Stephenson, afirmou hoje, no Porto, que o aumento dos preços do petróleo é uma "boa notícia" para o futuro do planeta, por obrigar à procura de energias renováveis menos poluentes.
"Estes constantes aumentos de preço do barril de petróleo estão a forçar-nos a tomar decisões em relação às energias alternativas renováveis e em relação à eficiência e à reconversão energética", disse o embaixador, num almoço-debate sobre segurança energética e investimento nos EUA.
"Nas próximas décadas, temos de reduzir a nossa dependência em relação aos combustíveis fósseis", referiu Thomas Stephenson, salientando que esta é uma mudança que tem de ser feita pelos Estados Unidos, pela Europa e por todo o mundo.
O diplomata norte-americano aplaudiu a decisão do Governo português de não baixar o imposto sobre os combustíveis, realçando que o principal problema está no constante aumento do preço do petróleo e não nas taxas elevadas que cada estado cobra.
Thomas Stephenson referiu-se também à desvalorização do dólar face ao euro, sublinhando que esta mudança cambial está a beneficiar a balança comercial norte-americana e, simultaneamente, a tornar os Estados Unidos um país atractivo para o investimento.
"Acho que é um excelente momento para investir nos Estados Unidos", salientou, notando que as empresas europeias têm nos EUA mão-de-obra qualificada a custos salariais relativamente baixos.
O embaixador salientou que, contudo, "o que sobe desce e que o que desce sobe", pelo que a actual diferença cambial entre o dólar, o euro e o iene pode ser apenas conjuntural.
Thomas Stephenson disse ainda que os Estados Unidos estão cientes da importância geográfica de Portugal, nomeadamente como potencial porta de entrada de droga na Europa e como país charneira na ligação a África.
"Desejo que nas próximas décadas Portugal e os Estados Unidos unam esforços para ajudar África a desenvolver todo o seu potencial", afirmou o embaixador, referindo que já desenvolveu "pequenos esforços" nesse sentido.
O almoço-debate juntou uma dúzia de representantes das associações Comercial do Porto e Nacional de Jovens Empresários e da Câmara de Comércio Americana em Portugal, que pediram o apoio da Embaixada dos EUA na identificação de oportunidades de negócio e na resolução de problemas burocráticos.
FZ.
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