Lisboa, 25 Abr (Lusa) -- O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje concordar com o Presidente da República quanto à necessidade de aproximar mais os jovens da política e do conhecimento da História, e rejeitou visões pessimistas que em nada ajudam.
"Eu só posso concordar com o senhor Presidente da República e manifestar minha adesão à vontade que o Presidente exprimiu de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para chamar mais a atenção dos jovens para a política. Mas é natural que os jovens tenham outras preocupações", afirmou.
Em declarações aos jornalistas no final da sessão solene comemorativa dos 34 anos do 25 de Abril, na Assembleia da República, José Sócrates sublinhou a necessidade de "um maior optimismo e entusiasmo".
"Sublinho também o que o senhor Presidente da República disse sobre o maior optimismo e entusiasmo dos jovens em relação ao futuro do seu país. Esta é a geração com mais oportunidades de educação, com mais oportunidades relativamente à vivência internacional. É uma geração de tipo novo", considerou.
Quanto à preocupação demonstrada pelo Presidente da República sobre a insatisfação dos portugueses em relação ao funcionamento da democracia, José Sócrates afirmou que "não podia estar mais de acordo".
"Como disse o senhor Presidente da República, é tempo também de acabarem as previsões pessimistas que em nada ajudam. É o que tenho procurado fazer em três anos de governação difícil", disse.
"Teremos certamente dificuldades nos tempos que aí vêm", afirmou Sócrates, frisando que estes advirão pela "conjuntura internacional".
No seu discurso perante os deputados e altas figuras do Estado, o Presidente da República alertou que não se tem conseguido mobilizar os jovens para a importância da data histórica e das questões políticas.
Após recordar que já em 2006 procurou suscitar a reflexão sobre o sentido a dar a esta efeméride, e que ele próprio reflectiu sobre que sentido faz hoje evocar o 25 de Abril, o Presidente disse que, como sempre defendeu que os agentes políticos devem prestar contas do que fazem, se apresentou no parlamento para dizer aos portugueses que "continua convencido" de que a juventude é o horizonte de qualquer comemoração do 25 de Abril verdadeiramente digna desse nome".
O Chefe de Estado fez ainda eco da "notória a insatisfação dos Portugueses com o funcionamento da democracia, assim como a existência de atitudes favoráveis a reformas profundas na sociedade portuguesa".
SF.
Lusa/fim

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