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25 de Janeiro de 2008, 19:03

Leiria: Câmara aprova parecer favorável a construção de estação para efluentes suinícolas

O Executivo não se pronuncia sobre a localização polémica - os populares organizaram uma associação ambientalista que já denunciou o abate ilegal de sobreiros onde vai ser construído a estação - mas agora, no último dia do prazo da discussão pública do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), a autarquia vem reconhecer a necessidade de "uma unidade que possibilite, de forma cabal, o tratamento" desses resíduos.

No entanto, os vereadores consideram que não foram "equacionadas outras hipóteses de localização com reais possibilidades de construção da ETES", o que "limita esta Câmara Municipal de fazer uma avaliação, por insuficiência de informação comparada".

Caso o EIA opte por esta solução, a autarquia alerta para uma série de recomendações técnicas, prevendo também alterações de ordenamento do território que permitam a "existência de suiniculturas" em redor da nova unidade, procurando prever "uma área especialmente vocacionada para esse fim".

Os riscos do transporte rodoviário, maus-cheiros e a necessidade da empresa gestora (Recilis) assumir a "limpeza e reabilitação das linhas de água" depois do equipamento estar construído são outras exigências do estudo.

Os vereadores do PS rejeitaram o parecer original e negociar este novo documento por unanimidade.

Mas, segundo o vereador socialista Raul Castro, foi junta uma declaração de voto em que os eleitos do PS reclamam novos estudos sobre localizações alternativas por parte dos promotores do projecto.

Por seu turno, a associação ambientalista Quercus também lamentou o facto do EIA "não analisar outras localizações, o que é uma falha" mas admitiu que o "local escolhido é adequado".

Por outro lado, "a tecnologia escolhida, digestão anaeróbia e compostagem do digerido, é sustentável em termos ambientais" e o "aproveitamento do biogás para a produção de energia eléctrica e a aplicação do composto nos solos traduz-se em reduções de emissão de gases de efeito de estufa", consideram os ambientalistas, que reclamam um esclarecimento dos promotores em relação à possibilidade de existir "tratamento de resíduos animais" naquela unidade.

Os ambientalistas contestam também o abate de sobreiros, um caso que já foi objecto de uma queixa junto da GNR de Leiria, que se encontra a investigar o caso.

PJA.

Lusa/Fim

Agência Lusa

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