"Vamos patrocinar um espaço de leitura para aceder a livros portugueses numa biblioteca já existente", disse Américo Pereira, gerente da sucursal do banco na capital londrina.
O local exacto, a escolher entre as bibliotecas municipais de Lambeth, ainda não está determinado, mas a biblioteca deverá consistir numa sala com livros portugueses.
As obras e o fornecimento dos livros serão da responsabilidade da CGD, que tem um orçamento de cerca de 20 mil euros.
"Vai ser uma biblioteca para cimentar a aprendizagem do português", com material para crianças a partir dos quatro anos, explicou Américo Pereira, que espera que a abertura aconteça "antes de 2010".
O anúncio foi feito durante uma conferência sobre o ensino do português, que reuniu professores, investigadores e representantes de várias instituições britânicas ligadas à Educação.
Actualmente existem 2.033 alunos de língua portuguesa nas escolas primárias e secundárias de Lambeth, número que continua a crescer, afirmou Luísa Ribeiro, professora consultiva para o sucesso dos alunos portugueses naquela área.
Todavia, muitos têm "vergonha de falar português ou não sabem se são ingleses ou portugueses", lamentou, algo que identificou com o que se passou com a comunidade portuguesa noutros países, nomeadamente em França.
Esta opinião é secundada pelo padre Marcos Pinto, que apresentou os resultados de uma investigação académica sobre a transmissão cultural e religiosa entre duas gerações de migrantes portugueses em França.
Para evitar problemas de integração no Reino Unido, o sacerdote sugeriu a "criação de estruturas e bases" para apoiar a comunidade, nomeadamente através da religião católica, que ainda domina entre os portugueses.
"A Igreja pode fazer a ponte entre migrantes e a Igreja católica britânica para facilitar a inserção", acrescentou.
BM
Lusa/fim