Comunidades: Portugueses pedem manutenção de única funcionária da secção portuguesa de Liceu Saint Germain (França)

O Liceu Internacional de Saint Germaian em Laye tem 11 secções internacionais e cada uma dispõe de funcionários administrativos que, entre outras funções, são responsáveis pelo atendimento e pela admissão de novos alunos.

A secção portuguesa naquela escola pública francesa tem uma funcionária administrativa paga pelo governo de Portugal, mas recebeu ordens do Ministério da Educação para abandonar as suas funções e regressar a Lisboa.

Aproveitando a visita que o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, está a efectuar a Paris, a associação de pais da secção portuguesa vai apelar ao governante para que a funcionária se mantenha em funções, pois é essencial para o futuro do ensino do português no liceu internacional, disse à Agência Lusa o presidente da organização.

Hernâni Antunes adiantou que a associação de pais vai hoje ao fim da tarde reunir-se com o secretário de Estado das Comunidades, num encontro em que também estará presente a directora da secção portuguesa do Liceu Internacional Saint Germain, Matilde Teixeira, e a própria funcionária, Isabel Patrício.

"Vamos explicar ao secretário de Estado que se trata de um caso específico, que não se pode comparar com uma escola normal, pois a secção portuguesa está integrada num liceu internacional com um funcionamento próprio", sublinhou.

Hernâni Antunes referiu que a funcionária, a trabalhar no liceu desde 1995, deve manter-se em funções, uma vez que todas as secções internacionais têm este tipo de trabalhadores "para garantir o funcionamento".

"Sem esta funcionária, a secção de português vai perder qualidade no atendimento e o número de alunos vai diminuir", disse, salientando que para sobreviver é fundamental a existência de um trabalhador administrativo.

A secção de português no Liceu Internacional de Saint Germain funciona há 34 anos e conta, este ano lectivo, com 410 alunos desde o pré-escolar ao 12º ano.

Entre as 11 secções internacionais, a portuguesa é a quinta em número de alunos.

Os 11 professores de português e história são pagos e colocados pelo Ministério da Educação de Portugal.

Desde que o Ministério da Educação ordenou, em Agosto, que a funcionária regressasse a Portugal, a associação de pais efectuou várias diligências junto do governo e promoveu um abaixo-assinado para exigir a permanência da trabalhadora.

CMP.

Lusa/Fim

@ Agência Lusa

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