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28 de Agosto de 2007, 08:49

China: Polícia de Pequim acaba com rara manifestação de trabalhadores

Os trabalhadores começaram a reunir-se no centro do bairro financeiro e comercial da capital chinesa e planeavam manifestar-se até à praça de Tiananmen, o centro político e espiritual da China, um dos locais mais sensíveis do país desde que foi palco em 1989 da repressão militar das manifestações pacíficas pró-democracia.

As cerca de três centenas de manifestantes afirmavam que a empresa privada para a qual trabalhavam nunca lhes pagou os ordenados correspondentes à construção de um edifício nos arredores de Pequim.

"Nunca recebemos qualquer pagamento. Exigimos os nossos salários e não voltamos ao trabalho até que nos paguem", disse um dos trabalhadores, de apelido Zhou, aos jornalistas presentes no local da manifestação.

Os manifestantes disseram que a polícia recusou autorizar o protesto.

Antes do início da manifestação, a polícia de Pequim chegou ao local e fez entrar os manifestantes para dentro de seis autocarros que partiram em direcção desconhecida.

As disputas laborais são cada vez mais comuns, com as margens de lucro cada vez mais reduzidas a levar as empresas a explorar os trabalhadores, em especial os migrantes, que compõem o grosso dos trabalhadores da construção civil.

Segundo estatísticas estatais recentes, 15 por cento dos trabalhadores migrantes têm os ordenados em atraso, 50 por cento não recebem pagamentos de horas extras e 8 por cento não têm direito a férias.

Cerca de 130 milhões de pessoas deslocaram-se das áreas rurais para as cidades em busca de empregos desde o final da década de 1980.

Apesar do número cada vez maior de manifestações, ou incidentes de massa, como o governo chinês lhes chama, elas são raras em Pequim, a sede do poder político no país.

RBV.

Lusa/Fim

Agência Lusa

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