"Foram dadas instruções a uma das secções especiais do Ministério do Interior da Rússia que se dedica à investigação de semelhantes crimes", escreve a agência noticiosa russa RIA-Novosti, citando uma fonte policial.
"Somos prisioneiros dos nacionais-socialistas russos", afirmam no vídeo as duas vítimas, antes de serem cruelmente executadas.
Um nacionalista publicou, no sítio LiveJournal.com, o endereço electrónico do vídeo com o título "Execução de Um Tadjique e de Um Daguestanês", sendo a maioria dos comentários favoráveis à acção dos assassinos racistas.
O vídeo foi também publicado no sítio da organização nacionalista NS/WP, cujo objectivo é "o terror e a violência contra os abortos estrangeiros".
O vídeo começa com a exibição de uma suástica num fundo verde e continua, ao som de música electrónica, com o título: "Operação do PNSR de Detenção e Execução de Dois Colonos do Daguestão e do Tadjiquistão. 2007".
Depois, o operador filma uma paisagem rural e as duas vítimas, de joelhos e uma de cada vez, pronunciam: "Somos prisioneiros dos nacionais-socialistas russos".
Em seguida, um homem de farda, máscara e luvas cerra a cabeça de uma das vítimas com uma grande faca. A segunda vítima é assassinada com um tiro na nuca e cai numa vala aberta por ela própria.
Tudo isto ao som de música electrónica.
O diário electrónico newsru.com sublinha que "a internet russa nunca viu filmagens de assassínios tão cruéis e com tantos pormenores, nem mesmos os que foram feitos na Chechénia".
Alexandre Belov, dirigente nacionalista do Movimento Contra a Imigração Ilegal, considera que se trata de "uma provocação", considerando que tudo não passa de uma "encenação".
As organizações não-governamentais russas têm vindo a chamar a atenção das autoridades para os crimes cometidos contra pessoas originárias da Ásia Central, como é o caso dos tadjiques, e do Cáucaso, onde, entre muitos outros povos, habitam os daguestaneses.
Segundo o Bureau dos Direitos Humanos de Moscovo, se, nos primeiros seis meses de 2004, os cabeças rapadas mataram sete pessoas, no mesmo período do ano corrente, o número de vítimas mortais subiu para 25.
A organização não governamental Sova calcula que o número de militantes de organizações extremistas russas se situe entre 60 e 70 mil.
JM.
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