Faro, 04 Jan (Lusa) - O presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, afirmou hoje que o maior prejuízo para a região do cancelamento do rali Lisboa-Dacar decorre da falta de cobertura mediática da prova.
"Há prejuízos directos, sobretudo em unidades hoteleiras de Portimão, Alvor e Praia da Rocha, mas a não cobertura da prova pelos media e a consequente falta de visibilidade da região é o nosso principal prejuízo", precisou.
Sobre o eventual pedido de indemnizações por parte dos hoteleiros, sublinhou que essa reivindicação "será difícil de ocorrer", na medida em que, na maioria dos casos, os serviços ainda não foram prestados.
"Houve hoteleiros que pediram um sinal e aí o prejuízo será menor, mas nesta época baixa, com capacidade hoteleira disponível, seguramente a maior parte não o fez, até porque, na maioria das situações, se trata de clientes credíveis", explicou o presidente da AHETA.
Embora possa haver problemas para as unidades que se dedicariam aos espectadores, os principais prejuízos serão "para os hotéis que contavam receber a comitiva, composta não só pelos pilotos como pelas equipas, organização e comunicação social de todo o Mundo", disse Elidérico Viegas.
"No que respeita aos espectadores, a maioria viria ao Algarve por um ou dois dias e regressaria no mesmo dia e não me parece que a sua falta faça muita mossa", reforçou.
Adiantou contudo que, no que respeita à organização, deverá haver situações em que foram pagas boa parte das estadias e nesses casos não deverá haver lugar à restituição do dinheiro dispendido.
Além desses casos, há outras situações, relacionadas com as agências de viagens, em que, contratualmente, a unidade hoteleira fica sempre com o valor de uma pré-determinada percentagem do número de noites em caso de desistência do cliente.
"Mas para lá dos contratos, nas situações em que houve entrega de dinheiro poderá prevalecer a negociação entre as partes", acentuou o dirigente da AHETA, evocando o caso do Euro'2004 de futebol, em que, em casos de desistência, houve acerto de posições entre as partes.
JMP.
Lusa/Fim

Comentários
Critério de publicação de comentários