Banca: BPI admite recorrer em 2009 à garantia de Estado para financiamento

"Até ao final de 2008, não [vamos recorrer à garantia dada pelo Estado] porque não se enquadra no nosso programa financeiro e não será oportuno fazer uma emissão obrigacionista", afirmou aos jornalistas à margem do Conselho para a Globalização de decorre em Sintra.

"Temos até ao final de 2009. Veremos em função das circunstâncias de mercado e das necessidades de crescimento do banco", acrescentou.

Fernando Ulrich afirmou ainda, acerca do Banco Privado Português (BPP) não perceber "como é que um banco com o modelo de negócios que tem -"banca privada"- e com a dimensão que tem pode necessitar do aval do Estado para uma operação de 750 milhões de euros".

"Foi uma notícia que me surpreendeu muito e não foi boa", afirmou.

Relativamente à detenção do ex-presidente do BPN, Oliveira e Costa, Fernando Ulrich manifestou, a titulo pessoal, o seu pesar pela situação, mas diz que "as autoridades têm de fazer o seu trabalho e as consequências tem que ser levadas até ao fim".

A Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Millennium BCP e o Banco Espírito Santo (BES) vão recorrer à garantia do Estado para se financiarem nos mercados internacionais.

As garantias estatais facilitam o financiamento dos bancos portugueses nos mercados internacionais, com o Estado a assumir o cumprimento das obrigações assumidas pelas instituições.

ACF.

Lusa/fim

@ Agência Lusa

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