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29 de Julho de 2007, 15:15

DREN: Líder PS/Porto diz que Margarida Moreira trabalha bem e não será demitida

"A directora regional não ficou fragilizada, o governo acha que Margarida Moreira é uma boa directora regional, que está a fazer um bom trabalho e, por isso, vai continuar (em funções)", revelou o líder distrital socialista, em declarações à Lusa.

Para Renato Sampaio, a directora regional de educação do Norte "teve uma atitude correcta" neste processo, pelo que "não deve ser demitida".

"Houve um comportamento cívico incorrecto e censurável e ela teve a atitude correcta, suspendendo (Fernando Charrua) e abrindo um inquérito, que veio provar que ela tinha razão", acrescentou.

Para o líder distrital socialista, a recente decisão da ministra da Educação de arquivar o processo disciplinar a Charrua não fragilizou a directora regional porque se tratou de "uma decisão política e não disciplinar".

"A ministra agiu bem, tomou uma decisão política. Para que não existissem dúvidas sobre as boas intenções do governo quanto à liberdade de expressão, resolveu arquivar o processo", defendeu Sampaio, admitindo que este caso "está na fronteira da liberdade de expressão".

Renato Sampaio reafirmou que "os impropérios lançados por Fernando Charrua sobre o primeiro-ministro são insultos", criticando a "inversão de valores que se verificou neste caso".

"O que me espanta é que o reprovável comportamento cívico não seja condenado publicamente e que Fernando Charrua tenha sido transformado num herói nacional", afirmou.

Segundo Renato Sampaio, "o inquérito provou que Fernando Charrua insultou o primeiro-ministro perante um conjunto de pessoas e não dentro de um gabinete numa conversa privada com uma pessoa".

Na perspectiva do líder do PS/Porto, o comportamento de Fernando Charrua "não foi publicamente condenado porque era necessário ao PSD transformar este caso num caso político que sustentasse o discurso da claustrofobia democrática".

"Os valores éticos e morais não devem ser invertidos em nome de uma estratégia política", defendeu Renato Sampaio, rejeitando que este caso seja um exemplo de limitações à liberdade de expressão.

O caso que está na origem desta polémica ocorreu em finais de Abril e culminou com a instauração de um inquérito e a suspensão preventiva de Fernando Charrua, ex-deputado do PSD e funcionário da Direcção Regional de Educação do Norte há cerca de duas décadas.

O docente reagiu à suspensão preventiva imposta pela direcção regional e interpôs uma providência cautelar, tendo o Ministério da Educação decidido, ainda antes da decisão judicial, terminar a requisição de Fernando Charrua na DREN, onde trabalhava na área dos recursos humanos.

Para o presidente do PS/Porto, "na falta de ideias para o país, (a oposição) tenta criar factos políticos de menor dimensão para poder agitar o papão da falta de liberdade".

"Em Portugal existe liberdade de expressão, até para Manuel Alegre dizer o que lhe apetece", salientou Renato Sampaio, referindo-se ao recente artigo que o histórico socialista publicou num jornal diário.

"Manuel Alegre só quis demonstrar, para sua satisfação pessoal, que não tem medo. Ele sempre fez isso", considerou Renato Sampaio, recordando que Alegre "existe no PS, mesmo com posições divergentes da direcção, e até teve liberdade para se candidatar à liderança".

Para melhor exemplificar a liberdade existente no interior do PS, Renato Sampaio recordou que Margarida Moreira, directora regional de educação do Norte, foi a directora de campanha no distrito do Porto da candidatura de Manuel Alegre à liderança do PS.

FR.

Lusa/fim

Agência Lusa

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