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Música: Protocolo tripartido dá luz verde ao regresso do festival de Vilar de Mouros

06 de Abril de 2009, 11:47

Viana do Castelo, 06 Abr (Lusa) - O protocolo tripartido que vai permitir o regresso do festival de música de Vilar de Mouros, considerado o "Woodstock português", foi assinado sexta-feira, anunciaram hoje, em comunicado, as entidades signatárias.

O protocolo foi assinado entre Câmara Municipal de Caminha, a Junta de Freguesia de Vilar de Mouros e a Portoeventos, a sociedade que era responsável pela organização do festival desde 1999.

O documento preconiza a criação de uma entidade constituída pela câmara e pela junta, "que, complementada com eventuais parcerias a celebrar com entidades terceiras, consiga levar a bom porto a reedição do festival já no ano de 2009".

Fonte autárquica admitiu hoje, à Lusa, que este ano ainda se poderá realizar uma edição "meramente simbólica", como que para anunciar o regresso, em grande, do festival em 2010.

"A partir de agora, com a assinatura deste protocolo, as portas estão abertas para o regresso do festival. Quando e em que moldes, isso ficará a saber-se em breve, na sequência das reuniões que Câmara e Junta de Freguesia vão manter", acrescentou.

O protocolo determina que a Câmara de Caminha transfira para a Junta de Vilar de Mouros 44.587 euros para pagamento de dívidas referentes à edição de 2005 do festival.

Paralelamente, a Junta de Vilar de Mouros e a Portoeventos rescindem, por acordo mútuo, o protocolo que dava a esta sociedade o direito de organizar o festival até 2010.

A Portoeventos cede também gratuitamente, à câmara e à ujunta, a marca "Festival de Vilar de Mouros", que tinha registado em seu nome.

O Festival de Vilar de Mouros 2007, anunciado como momento de estreia em Portugal de Brian Wilson (ex-Beach Boys), foi cancelado um mês antes da data prevista para a sua realização, por decisão da Junta de Freguesia e da Portoeventos.

Em comunicado conjunto, as duas entidades responsabilizaram então a Câmara de Caminha pelo cancelamento, acusando a autarquia de não apoiar o evento.

A Câmara de Caminha refutou a acusação, garantindo que tinha enviado, dias antes, uma carta à organização do festival formalizando um apoio logístico idêntico ao do ano anterior.

O conflito arrastou-se e ,em 2008, o festival voltou a não se realizar, tendo entretanto a Junta de Vilar de Mouros saído a público para anunciar o rompimento do protocolo com a Portoeventos, por alegadas dívidas à freguesia.

VCP.

Lusa/fim

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