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24 de Março de 2008, 18:40

Brasil: Reforço no combate à dengue é fundamental para evitar mortes e controlar epidemia - Especialista

Um dos maiores especialistas brasileiros em dengue, Medronho afirmou que a cidade do Rio de Janeiro vive uma epidemia de dengue e que é muito importante haver uma união das diversas esferas de governo neste momento crítico.

"Infelizmente, somente agora está se reconhecendo que há uma epidemia de dengue no Rio de Janeiro. Eu não quero polemizar com as autoridades, mas os critérios para definição de epidemia são técnicos e não políticos", destacou.

Professor de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho referiu que, seguindo critérios da Organização Mundial de Saúde e com base na série histórica dos últimos dez anos, o limite máximo esperado em Janeiro era de 23,3 casos de dengue para 100 mil habitantes.

O número registrado no primeiro mês do ano, entretanto, foi de 144,5 casos por 100 mil habitantes, seis vezes mais que o máximo esperado.

Roberto Medronho lembrou que o controlo da dengue no Brasil compete aos municípios e acusou de "incompetência" as autoridades de saúde da cidade do Rio de Janeiro.

"Se não tiveram a competência para evitar a epidemia da dengue, tem que haver agora uma forma de evitar que as pessoas morram", declarou o epidemiologista.

Hoje, representantes dos governos federal, estadual, municipais e das Forças Armadas devem definir acções prioritárias na luta contra a dengue, que já matou este ano pelo menos 50 pessoas no Estado, a maioria na capital.

De acordo com os especialistas, é fundamental garantir à população o tratamento adequado, com hidratação oral ou venosa, e o diagnóstico precoce da doença para reduzir o número de óbitos.

Será também redobrado o combate ao mosquito transmissor com a ajuda das Forças Armadas.

O ministro brasileiro da Saúde, José Gomes Temporão, já anunciou hoje a disponibilização de 300 agentes de saúde e 15 carros de desinfestação para actuar contra o mosquito Aedes aegypti.

Temporão adiantou também que serão disponibilizadas mais 104 camas para pacientes com dengue em seis hospitais federais do Rio, que contratarão temporariamente quase 700 profissionais de saúde.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, enquanto no resto do Brasil houve uma queda de 40 por cento na incidência dos casos de dengue neste início de ano, a capital do Rio de Janeiro superou em mais de 100 por cento o número de casos face ao mesmo período em 2007.

CMC.

Lusa/Fim

Agência Lusa

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