"Vejo tremendas oportunidades" de parceria entre empresas de biotecnologia e farmacêuticas do meu Estado e empresas e instituições sedeadas no TagusPark para se criarem novos negócios e empregos dos dois lados do Atlântico", afirmou.
Pacheco, que é apontado como provável candidato ao posto de embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, com o apoio dos Senadores do seu Estado, Edward Kennedy e John Kerry, actual presidente do Comité de Relações Externas do Senado, disse à Lusa que o objectivo é estabelecer parcerias entre "importantes" centros e empresas de biotecnologia do Massachusetts e universidades e empresas portuguesas para o desenvolvimento de parcerias em actividades e negócios envolvendo tecnologia de ponta.
O político luso-americano tenciona promover de imediato uma parceria entre o Instituto Biotecnológico do Massachusetts (BIM), empresas farmacêuticas e organismos congéneres portugueses para criação de oportunidades de expansão em Angola e Moçambique.
"Tenho acompanhado a expansão das empresas chinesas sobre os mercados dos países africanos de expressão portuguesa, como Angola e Moçambique", constatou, perguntando: "Porque não fazemos nós o mesmo?"
Interrogado sobre o plano de estímulo à economia que o Presidente ds Estados Unidos, Barack Obama, acaba de assinar, considerou-o "extremamente importante" para o financiamento estadual, dos serviços de saúde e para a criação e manutenção de postos de trabalho.
"Acredito que o plano vai lidar convenientemente com diversos assuntos, nomeadamente ligados com o financiamento estadual, protecção contra a execução de hipotecas e manutenção dos sistema de saúde e segurança social", afirmou.
A aprovação do plano de 787 mil milhões de dólares foi "uma significativa vitória legislativa do Presidente Obama" que vai impedir o colapso da economia norte-americana.
O pacote inclui reduções fiscais para a maioria dos trabalhadores e atribui dezenas de milhar de milhões de dólares aos Estados para travarem os cortes nos investimentos e o aumento do desemprego.
Quanto à eventualidade de ser o próximo embaixador dos EUA em Portugal, Marc R. Pacheco reconheceu ter "bastantes apoios" entre eminentes figuras políticas do seu Estado, como dos Senadores Kerry e Kennedy e de outros membros da Delegação do Congresso.
"É significativo esse apoio", admitiu, destacando a o facto de Kerry ser Presidente do Comité das Relações Externas do Senado.
Sem querer adiantar mais nada, admitiu que o seu nome "está a ser considerado" pela Casa Branca e que oportunamente "o presidente tomará uma decisão que, seja qual for, será a do melhor interesse dos EUA".
O Senador luso-americano reúne-se hoje com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, e com o ex-presidente do Governo Regional dos Açores e da Assembleia da República, Mota Amaral.
SRS.
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