Lisboa, 30 Mai (Lusa) - A Câmara Municipal de Setúbal aprovou quinta-feira a comissão instaladora do futuro Parque de Ciência e Tecnologia da cidade, que envolve ainda empresários e duas instituições de ensino superior.
O parque, que deverá situar-se em Mitrena, utiliza esforços da autarquia, do Pólo de Setúbal da Universidade Moderna, do Instituto Politécnico de Setúbal e da Associação de empresários da região.
"A ideia é criar um 'cluster' académico de excelência de tecnologia, que permita aproveitar todas as mais valias empresariais daquela região, que a nível tecnológico é das mais avançadas do país", considerou à Agência Lusa fonte da Dinensino, a cooperativa que gere a Universidade Moderna.
"Além disso, apostamos na dinamização de toda aquela zona, tendo em conta a localização do futuro aeroporto em Alcochete e das hipóteses para o traçado do TGV", disse a mesma fonte, considerando que na região se situam empresas como a Autoeuropa, entre outras vocacionadas para a indústria automóvel e naval.
A autarquia, que preside à comissão instaladora do Parque, confirmou numa breve nota a aprovação da "celebração do protocolo de constituição da Comissão Instaladora do Parque de Ciência e Tecnologia de Setúbal", a estabelecer entre Câmara Municipal, a Associação dos Centros de Estudos da Universidade Moderna, o Instituto Politécnico de Setúbal e Associação Empresarial de Setúbal.
"O futuro parque tem como objectivos o desenvolvimento científico e tecnológico, a criação e incubação de empresas a instalar e que o constituirão e a diversificação da formação tecnológica e organizacional", acrescenta a autarquia.
Segundo a Dinensino, o projecto do futuro Parque deverá ser entregue ao ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago.
"Este Parque é uma das componentes de um projecto de viabilidade económica da Universidade Moderna para os próximos dez anos, entregue na passada semana à Inspecção-geral do Ensino Superior", realçou a Dinensino.
Mariano Gago abriu em Agosto de 2007 um processo de averiguações ao funcionamento da Universidade Moderna de Lisboa e às autorizações de funcionamento de cursos nos pólos que a Dinensino detém em Beja e Setúbal depois de 'informações' acerca da degradação da situação financeira desta cooperativa e de perturbações no funcionamento institucional e escolar.
As averiguações da Inspecção-Geral do Ensino Superior continuam a decorrer, tendo fonte do ministério afirmado recentemente estar à espera de dados a facultar pela Dinensino para chegar a uma solução sobre o futuro da Instituição, que deverá ser tomada até ao final deste mês.
RCS/GR.
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