Página gerada às 15:57h, domingo 22 de Novembro

Educação/Marcha: "Segundas-feiras de Protesto" durante todo o terceiro período - Sindicatos

08 de Março de 2008, 20:51

Lisboa, 08 Mar (Lusa) - A realização de uma semana nacional de luto nas escolas, um abaixo-assinado para entregar ao primeiro-ministro e manifestações todas as segundas-feiras durante o terceiro período são as formas de luta hoje anunciadas pelos sindicatos de professores.

De acordo com a plataforma de sindicatos responsável pela organização da "Marcha da Indignação", estiveram nas ruas de Lisboa cerca de 100 mil professores, mas os últimos dados da PSP revelam uma adesão de mais de 85 mil docentes.

No final da manifestação, durante um plenário realizado na Praça do Comércio, o porta-voz dos sindicatos, Mário Nogueira, anunciou a proclamação de uma "Semana Nacional de Luto nas Escolas", a realizar durante a próxima semana, última do segundo período lectivo.

"O vestuário escuro e a colocação de sinais visiveis de luto nas escolas será a forma de manifestarmos o mais veemente protesto pelas actuais políticas educativas. Um luto que os professores adoptarão sempre que um membro do Governo se desloque à sua escola e da visita se tenha conhecimento prévio", apelou Mário Nogueira.

O também secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou ainda a entrega ao Governo, no primeiro dia de aulas do 3º período, de um abaixo-assinado com as posições aprovadas hoje pelos professores.

Entre outras reivindicações, os docentes exigiram a renegociação do Estatuto da Carreira Docente e dos horários de trabalho, bem como a suspensão do processo de avaliação de desempenho até ao final do ano lectivo.

Ainda durante o terceiro período, e sempre à segunda-feira, os professores vão continuar a manifestar-se contra as políticas educativas da equipa da ministra Maria de Lurdes Rodrigues: 14 de Abril no Norte, a 21 na região Centro, a 28 na grande Lisboa e a 05 de Maio no Sul e Regiões Autónomas. Depois é retomada a mesma ordem.

Será ainda marcado um "Dia D", de debate, no terceiro período, "em que os professores, em todas as escolas e agrupamentos, tendencialmente no mesmo dia e à mesma hora, paralisarão a sua actividade para reflectirem sobre as suas condições de trabalho e de exercício da profissão".

Segundo Mário Nogueira, será promovida uma camapanha em defesa do horário de trabalho, com a distribuição de minutas para que seja requerido o pagamento extraordinário sempre que sejam ultrapassados os limites legalmente estabelecidos, quer em actividade lectiva ou não lectiva.

"Outras acções serão levadas a cabo. Os professores e educadores manifestam hoje a sua profunda indignação e por esse motivo reafirmam toda a sua determinação para prosseguirem a luta, caso as suas propostas não sejam tidas em conta", garantiu Mário Nogueira.

MLS/NS.

Lusa/Fim

Comentários

Critério de publicação de comentários

 

Banca de Jornais

 
 
 
 

Lusa