Em entrevista à Lusa, Emilio Perez Touriño explicou que as "grandes dificuldades" têm a ver com "as limitações do espaço radioeléctrico existente" na Galiza.
"A nossa prioridade será sempre garantir a correcta recepção na Galiza dos novos canais, tanto públicos como privados, de âmbito local e autonómico", disse Emilio Touriño.
A recepção de novos canais só será possível depois de realizado o "apagão analógico" na Galiza e a implantação da televisão digital terrestre, após o que o governo regional solicitará um multiplexer (conjunto de frequências) autonómico adicional, que implicará um investimento de 15 milhões de euros.
"A transição da tecnologia analógica para a digital implica, no caso da Galiza, a difusão, em sinal aberto, de mais de 40 novas televisões locais e duas novas televisões privadas de âmbito autonómico, além da conversão em digital dos canais privados e públicos estatais e autonómicos", referiu Touriño.
"Apesar de a prioridade do governo regional ser garantir a correcta recepção na Galiza dos novos canais, temos o compromisso de incorporar as emissões portuguesas na oferta mediática actual, uma vez consumado o apagão analógico", acrescentou.
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, já disse que o Governo português segue "com interesse" a possibilidade das televisões portuguesas passarem a transmitir para a Galiza e colaborará nesse processo.
O primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, também garantiu que o Governo está aberto a estudar a possibilidade de dar meios técnicos adicionais para a difusão da televisão portuguesa na Galiza, mas frisou que este é um "tema complexo, com dificuldades técnicas, jurídicas e económicas".
VCP.
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