Isto é uma página de arquivo

Todas as notícias do dia estão agora disponíveis na página principal do portal SAPO

20 de Julho de 2008, 13:41

Cova da Moura: SEF entregou 21 títulos de residência

Lisboa, 20 Jul (Lusa) - Olinda, mãe de quatro filhos, um deles bebé, a residir há três anos na Cova da Moura, Amadora, recebeu hoje um dos 21 títulos de residência entregues pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) naquele bairro.

A iniciativa, no âmbito do programa "SEF em Movimento", destinado a pessoas com mobilidade reduzida ou mães com filhos pequenos que tenham dificuldade em deslocar-se aos serviços, foi acompanhada pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira.

Olinda tem 36 anos e o marido em Cabo Verde, pelo que recebeu com satisfação os documentos que agora lhe vão permitir procurar trabalho noutras condições.

"O documento significa um monte de coisas. Agora espero arranjar trabalho, sem documento aqui não se faz nada", afirmou à agência Lusa, enquanto tentava segurar ao colo o bebé, irrequieto com o movimento das visitas de hoje. Os outros três filhos estão em Cabo Verde.

O projecto "SEF em Movimento" já se concretizou na legalização de 2.000 a 3.000 pessoas, com destaque para a comunidade brasileira, a mais numerosa em Portugal, segundo o director-geral do SEF, Manuel Palos.

Os elementos do SEF vão aos locais e trabalham com a colaboração de instituições que previamente identificam os casos, explicou aquele responsável, acrescentando que a medida começou por ser aplicada em jovens institucionalizados, na sequência de uma parceria com o Instituto de Reinserção Social e alargou-se depois a vários pontos do país onde há uma forte presença de cidadãos estrangeiros.

Na Cova da Moura, tanto os moradores como o SEF têm contado com a ajuda da associação Moinho da Juventude, seja neste programa seja em sessões de esclarecimento da população noutros domínios, como a que hoje decorreu sobre o tráfico de seres humanos.

No final de uma destas sessões, o ministro elogiou o "trabalho meritório" desenvolvido pela associação, em parceria com o SEF.

De acordo com Rui Pereira, o trabalho de proximidade que o SEF está a desenvolver é para continuar.

O ministro considerou o tráfego de pessoas "um dos fenómenos criminais mais graves dos nossos tempos".

"É o esclavagismo dos tempos modernos, temos de fazer tudo para o combater", disse.

Segundo o director-geral do SEF, além das redes de Leste, o tráfico de mulheres oriundo da Nigéria começa também a preocupar as autoridades na Europa, incluindo Portugal.

"Não é uma situação específica de Portugal, mas começa já a ter expressão" no país, afirmou.

Para combater este fenómeno, o SEF tem vindo a desenvolver acções nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

O ministro recordou que hoje o tráfico de pessoas é punido pela lei portuguesa, independentemente do destino que é dado às vítimas, seja para fins de trabalho ou sexuais.

"Hoje são punidas pessoas individuais e colectivas (empresas) e as penas podem ir até 12 anos de prisão", frisou, acrescentando que é punida também a destruição de documentos retirados às vítimas.

No final da visita à Cova da Moura, o ministro deu o pontapé de saída para um jogo amigável entre "atletas" do SEF e do bairro.

Lusa/Fim

Agência Lusa

Comentários

Critério de publicação de comentários

publicidade

publicidade

publicidade