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09 de Abril de 2008, 21:30

França: Assinada "Carta" contra a anorexia

A chamada "Carta de compromisso voluntário sobre a imagem do corpo e contra a anorexia" não contém medidas vinculativas, limitando-se a promessas "partilhadas e concertadas" pelos signatários.

O texto é o resultado de uma iniciativa lançada pelo governo francês há mais de um ano, depois da polémica sobre a magreza excessiva dos modelos e o alegado incitamento à anorexia entre a juventude.

Vários países europeus lançaram iniciativas semelhantes, enquanto a Espanha, pioneira na matéria, fixou critérios clínicos e um Índice de Massa Corporal (IMC), cujo incumprimento implica a exclusão das modelos excessivamente magras.

Os signatários da "Carta" francesa comprometem-se a não aceitar "imagens de pessoas, especialmente quando se trata de jovens", que podem contribuir para "promover um modelo de magreza extrema".

"Comprometemo-nos a promover no conjunto das nossas actividades uma diversidade na representação do corpo, evitando toda a forma de estereótipo que possa favorecer a constituição de um arquétipo estético potencialmente perigoso para as populações frágeis", afirma o texto.

Para o mundo da moda e da criação, haverá uma campanha de informação no âmbito da medicina do trabalho sobre os riscos que a "magreza extrema" acarreta.

Entre os signatários da "Carta" figuram as federações francesas da moda de pronto a vestir feminina e da alta costura, sindicatos de agências de modelos, a União das Indústrias do Vestuário e o Gabinete de Verificação da Publicidade.

O código "permite-nos abrir o caminho para uma atenção global da prevenção da anorexia", afirmou a ministra da Saúde, Roselyne Bachelot, que o assinou.

Para Bachelot uma coisa são as revistas femininas que dão conselhos sobre como perder uns quilos quando se aproxima o Verão ou as festas de fim de ano e certas páginas da Internet que incitam "explicitamente" à anorexia, uma doença que afecta alegadamente entre trinta mil e quarenta mil pessoas em França.

A assinatura da "Carta" coincidiu com a apresentação de uma proposta de lei dirigida em particular contra estas páginas electrónicas na Internet e que convertem em delito o incitamento à anorexia.

A proposta de lei, apresentada na Câmara dos Deputados por una legisladora do partido conservador no poder, União por um Movimento Popular (UMP), com o apoio da ministra da Saúde, será discutida na próxima semana.

Trata-se de criar "um novo delito no Código Penal", punível com dois anos de prisão e trinta mil euros de multa, explicou a sua autora, Valerie Boyer.

TM.

Lusa/F

Agência Lusa

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