Rogge falava à agência Associated Press (AP) em Olímpia, onde se encontra para participar, esta manhã, na cerimónia em que será ateada a chama para os Jogos de Pequim.
Jacques Rogge declarou-se preocupado com a violência no Tibete, onde a China tem reprimido manifestações de protesto, mas disse que o COI é uma organização desportiva que não pode fazer mais do que juntar-se aos líderes mundiais num apelo para que seja encontrada uma solução pacífica da situação.
Todavia, o presidente do COI afirmou estar empenhado numa "diplomacia silenciosa" com as autoridades chinesas durante a preparação dos Jogos e irá reunir-se com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, no próximo mês para discutir várias questões.
Rogge considera que não existem condições credíveis para um boicote olímpico e apelou aos contestatários para se absterem de qualquer tipo de violência durante o trajecto da tocha.
A chama olímpica vai ser ateada em Olímpia (Grécia) numa cerimónia que terá início às 11:00 (09:00 em Lisboa).
CM
Lusa/fim