África Ocidental precisa de verdadeira integração regional, defende MNE de Cabo Verde

José Brito falava no encerramento da VI reunião do Banco de Investimento e Desenvolvimento dos países da África Ocidental, onde foi anunciado que vai ser criada uma companhia aérea regional, para servir os países da costa ocidental africana.

O ministro garante que os 15 países que compõem a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), com 300 milhões de pessoas, podem competir com gigantes económicos como a China, Indonésia ou Malásia.

Para isso, considera, é preciso olhar para a totalidade da África Ocidental como um espaço único e não como um espaço composto por vários países.

No espaço da CEDEAO, desafiou, poderia haver "operadores de telecomunicações sem fronteiras", que permitissem que uma chamada entre os vários países fosse como uma chamada local, o que traria benefícios.

Na CEDEAO, defendeu José Brito, a dimensão do mercado das telecomunicações mas também da energia e dos transportes irá crescer e "uma África Ocidental verdadeiramente integrada não pode esperar, tem de começar já".

"Os desafios estão aí para todos nós", avisou o ministro naquela que foi a sua primeira intervenção pública como titular da pasta dos Negócios Estrangeiros, já que até ao meio-dia de hoje era ministro da Economia.

José Brito foi principal orador no encerramento da VI reunião do Banco de Investimento e Desenvolvimento (BIDC) , da CEDEAO, o "braço financeiro" da instituição, que decorreu na Cidade da Praia, juntando os ministros das Finanças dos países membros.

O presidente do BIDC anunciou, na reunião de hoje, que o Banco vai criar uma companhia aérea regional, que terá sede em Uagadugu, no Burkina Faso.

Cristian Adovelande disse também que vai ser criado um Centro de Energias Renováveis e um fundo especial para as comunicações e novas tecnologias de informação.

O Banco, acrescentou, comprometeu-se também com apoio a projectos agrícolas nos Estados membros, para fazer face à crise alimentar decorrente do aumento mundial dos cereais.

Em Cabo Verde, o BIDC apoia projectos como a remodelação do aeroporto da Cidade da Praia ou do porto da Ilha do Sal.

Além de Cabo Verde, fazem parte da CEDEAO países como a Nigéria, o Mali, a Gâmbia, a Guiné-Bissau ou o Senegal.

FP.

Lusa/fim

@ Agência Lusa

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