"Não somos contra as obras públicas, desde que não precisemos de ir buscar dinheiro a crédito. Estamos de tal forma endividados que isso seria afundar o país", referiu, reiterando que o nível de endividamento externo do país é "uma situação gravíssima".
Manuela Ferreira Leite respondia assim à entrevista do primeiro-ministro à TSF e ao Diário de Notícias, em que José Sócrates defendeu que, no actual contexto da crise financeira mundial, "há mais razões económicas" para que todas as obras públicas de modernização das infra-estruturas "se façam", uma vez que "não servirão apenas para melhorar a competitividade do país".
"No curto prazo, [os investimentos nas obras públicas] servirão para garantir que mais gente tenha emprego e que as empresas tenham condições para se afirmar na economia", sublinhou José Sócrates.
Para a líder do PSD, esta política "é capaz de ter algum benefício no próximo ano", nos actos eleitorais, mas pode "sacrificar o país de uma forma verdadeiramente irreversível".
"Não há nenhuma proposta do PS que não signifique endividar mais o país", sublinhou.
Manuela Ferreira Leite defendeu mesmo que o Governo tem feito "rigorosamente tudo ao contrário" para aumentar a competitividade do País.
"Estamos a cair, a cair, a cair, e o PS mantém a mesma política", referiu, lembrando que nos últimos quatro anos o país desceu 18 lugares no ranking dos países em termos de competitividade.
A líder do PSD voltou ainda a acusar o Governo de inventar fantasias e de actuar de acordo com essas mesmas fantasias, afundando cada vez mais o país.
"O que o PSD mais repudia é que se enganem os portugueses", disse.
VCP.
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