"Eu não fumo e nunca vi fumar, não sei se algum jornalista na parte detrás se possa ter escondido atrás de uma cortina e possa ter fumado alguma vez", respondeu Cavaco Silva aos jornalistas, confrontado com a polémica criado depois do primeiro-ministro ter fumado a bordo de um voo Lisboa-Caracas.
Na quarta-feira, o jornal Público noticiva, em manchete, "Lei do Tabaco não é cumprida nos voos oficiais de Sócrates e Cavaco".
Questionado sobre se alguma vez deu autorização para se fumar durante os voos da Presidência da República, Cavaco Silva disse apenas: "Não sei se posso".
"O Presidente da República não tem competência para autorizar fumar ou não fumar. Existem concerteza outras autoridades a quem compete a fiscalização", apontou.
"Não está a ver o Presidente como fiscal do que se passa nos diferentes compartimentos do avião mas essa matéria deve ser abandonada desta conversa", concluiu Cavaco Silva.
O Presidente da República falava aos jornalistas no Cadaval após ter inaugurado uma escola básica e ter almoçado com agricultores de uma cooperativa de produção de pêra rocha.
A polémica foi desencadeada após ter sido noticiado que José Sócrates, o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, e outros membros do Governo fumaram a bordo do avião da TAP que os transportou terça-feira até à Venezuela, onde efectuam um visita de três dias.
Na quarta-feira, o primeiro-ministro, José Sócrates, pediu desculpas caso se verifique que violou a lei.
"Estava convencido que não estava a violar nenhuma lei nem nenhum regulamento. Infelizmente há essa polémica em Portugal e eu quero lamentar essa polémica. Se por algum motivo violei algum regulamento, alguma lei, lamento e peço desculpa, não voltará acontecer", declarou o primeiro-ministro, que anunciou também que iria deixar de fumar em definitivo.
ZO/SMA.
Lusa/fim