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Educação/Marcha: Sindicatos alcançaram expectativas, mas é preciso continuar o diálogo - Ass. de Pais

08 de Março de 2008, 17:24

Lisboa, 08 Mar (Lusa) - As Associação de Pais reconheceram hoje que foram cumpridas as expectativas dos sindicatos de professores em relação à adesão à "Marcha da Indignação", mas apelaram a que se mantenha o diálogo com o Ministério da Educação.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais apelou à "serenidade e à calma", considerando que é necessário que o Ministério e os professores continuem o caminho do diálogo.

Confrontado com os mais de 80 mil professores que aderiram à manifestação de protesto pelas políticas educativas do Governo, Albino Almeida reconheceu que "as expectativas dos sindicatos foram cumpridas".

O responsável da Confap lembrou, contudo, que os portugueses deram a este Governo "um mandato de quatro anos", considerando por isso que a ministra da Educação "tem toda a legitimidade [para continuar no cargo], como os sindicatos têm toda a legitimidade de se manifestar e expressar as suas posições".

"É preciso vontade de aproximação dos dois lados", comentou Albino Almeida.

A Confap sublinha que não se revê nas razões da convocação da "Marcha da Indignação" e que a agenda das associações de pais não coincide com a dos sindicatos de professores.

"A nossa agenda está a ser cumprida pelo Ministério da Educação", afirmou Albino Almeida, dando como "bons exemplos", o aumento do horário do funcionamento das escolas e a generalização das refeições nas escolas do primeiro ciclo.

Segundo números dos sindicatos confirmados pela PSP, mais de 80 mil professores participaram no protesto de hoje em Lisboa, o que representa mais de metade dos 143 mil docentes que se estima existirem em Portugal.

Os sindicatos sublinham que aderiram à "Marcha da Indignação" dois terços da classe profissional.

A última manifestação de professores, que tinha sido até hoje a maior de sempre, realizou-se a 05 de Outubro de 2006 e juntou em Lisboa perto de 25 mil docentes, em protesto na altura contra o Estatuto da Carreira Docente, que acusaram o Governo de "impor" sem uma "efectiva negociação".

ARP/MLS/NS

Lusa/fim

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