Santarém, 15 Mai (Lusa) - O ex-ministro da Presidência Nuno Morais Sarmento compareceu quarta-feira à noite, em Santarém, num jantar dos mandatários da candidatura de Manuela Ferreira Leite à liderança do PSD para partilhar o "testemunho" do seu apoio à ex-ministra das Finanças.
Morais Sarmento sublinhou que o partido precisa de "reencontrar as condições internas", num movimento de "inclusão" e "pacificação", para se apresentar como "alternativa de Governo para Portugal".
O ex-ministro do Governo de Durão Barroso disse à agência Lusa que nem Pedro Passos Coelho nem Pedro Santana Lopes, o primeiro pela "juventude e inexperiência" e o segundo pelo "passado recente", são "solução para o partido e para o País".
"Não estamos aqui para escolher amigos mas sim o candidato a primeiro-ministro", afirmou.
"Mais do que nunca precisamos de uma alternativa a esta governação socialista que, é evidente, não consegue estar à altura da realidade da situação económica" que o País vive, disse, criticando a ausência de um modelo de governação "consistente" e a opção por "medidas avulsas".
Morais Sarmento justificou a sua presença em Santarém com a resposta a um convite de "amigos", com quem conviveu durante os anos em que foi deputado eleito pelo Distrito.
O presidente da distrital de Santarém do PSD, Vasco Cunha, foi outra das presenças no jantar, depois de ter declarado publicamente o seu apoio a Manuela Ferreira Leite, posição em que surge "desalinhado" com o seu antecessor, Miguel Relvas, que está ao lado de Pedro Passos Coelho.
"É a segunda vez que nos desencontramos", disse Vasco Cunha à Lusa - numa referência ao tempo em que esteve com Durão Barroso e Relvas com Fernando Nogueira - retirando qualquer "drama" desta diferença de posições.
"Não há qualquer posição da distrital nem dos deputados eleitos pelo Círculo de Santarém. Há apenas posições pessoais, de cada militante", disse.
Para Vasco Cunha, apenas a candidatura de Ferreira Leite reúne "três condições essenciais: a restituição da credibilidade ao partido, a reconstrução de uma plataforma de diálogo dentro do PSD, sem as crispações dos últimos tempos, e a recuperação da confiança dos portugueses".
MLL.
Lusa/fim

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