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CDS-PP vai pedir agendamento potestativo para levar presidente da ASAE ao Parlamento

13 de Janeiro de 2008, 14:48

Montalegre, 13 Jan (Lusa) - O CDS-PP vai usar o direito de agendamento potestativo para obrigar o presidenteda ASAE a ir ao Parlamento explicar as políticas de higiene e saúde que estão a ser implementadas no país, anunciou hoje Paulo Portas.

O presidente do CDS-PP visitou hoje a Feira do Fumeiro e do Presunto do Barroso, em Montalegre, onde aproveitou para anunciar a intenção do seu partido de chamar à Assembleia da República, "sem ele poder dizer que não", o presidente da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), António Nunes.

"Eu sou favorável a todas as políticas de higiene e saúde públicas, mas acho que está no momento de perguntar ao director da ASAE sobre temas que todo o país está a discutir", salientou.

E porque o PS inviabilizou inicialmente a ida do responsável pela ASAE à Assembleia da República, o CDS-PP vai usar agora o direito de agendamento potestativo (que tornam o agendamento da audição obrigatório).

Paulo Portas quer que a ASAE responda a quatro questões "relacionadas com o que é regulamento e aplicação da lei e o que é abuso e espectacularidade".

O CDS-PP quer ainda questionar António Nunes sobre as declarações sobre o "encerramento de metade dos restaurantes portugueses" e se "estão ou não a destruir-se algumas economias familiares por excesso de zelo".

Por fim, Portas salientou ainda que "não gostaria que em Portugal, que é um país livre e com largas tradições, houvesse uma espécie de polícia do gosto".

"É necessário separar o trigo do joio, o que está bem feito do que está mal feito", sublinhou.

Relativamente à ida do governador do Banco de Portugal à Assembleia da República, o líder do CDS-PP disse que o seu partido defendeu há 10 dias a possibilidade de ser constituída uma "comissão de inquérito" a Vítor Constâncio.

"Eu acho absolutamente extraordinário que o governador do Banco de Portugal ainda não tenha percebido que, quanto mais ele adia, quanto mais ele se esconde, mais o país perde o respeito pela isenção e credibilidade dele", afirmou.

Paulo Portas comentou ainda a decisão do aeroporto ser construído em Alcochete, referindo que o CDS-PP mandou analisar tecnicamente todo o relatório do LNEC.

"As questões técnicas que estão muito complexas merecem um estudo muito atento. Eu pronunciar-me-ei em breve, mas ainda não está concluído esse estudo", frisou.

PLI.

Lusa/Fim

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