Manifestando compreensão pela posição do ministro da Defesa, que quis evitar "polémicas em torno das Forças Armadas", o herdeiro da Coroa portuguesa disse que foi um "equívoco" e atribuiu a polémica a um deputado [Fernando Rosas, do Bloco de Esquerda] que levantou a questão na Comissão Parlamentar de Defesa, classificando-o como "talibã-carbonário" (organização alegadamente envolvida na morte do monarca).
Quanto à presença do Presidente da República, D. Duarte Nuno disse que se tratou de uma "homenagem justa" de um Chefe de Estado, Cavaco Silva, a outro Chefe de Estado assassinado.
Referindo-se às cerimónias, o Duque de Bragança considerou-as "actos cívicos e culturais sem conotação política".
"Metade da comissão de honra do Centenário são generais e almirantes republicanos", sublinhou.
"Não se justificava esta suspensão", afirmou.
No mesmo sentido pronunciou-se o analista político, Marcelo Rebelo de Sousa a quem "lhe pareceu tudo um excesso".
"Mas não toldou o essencial que foi a participação do Presidente da República nas cerimónias", declarou.
Por seu lado, o Presidente da Câmara Municipal de Cascais, António Capucho, elogiou a figura do monarca, muito ligado à cidade de Cascais, e considerou a sua morte "um atentado cobarde".
"Dom Carlos era profundamente amado pelo povo e pelos pescadores de Cascais", disse, sublinhando que se passeava pela vila "sem escolta".
Referindo-se ao monarca como "nosso saudoso Rei Dom Carlos", Capucho enalteceu as suas qualidades como homem, artista e cientista a quem prestou uma "justa homenagem", sublinhando também o trabalho do escultor, Luis Valadares, autor da estátua hoje inaugurada na cidadela de Cascais pelo Presidente da República, Cavaco Silva.
SRS.
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