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PCP: Educação atravessa o "período mais negro" na história recente - Jerónimo de Sousa

08 de Março de 2008, 18:56

Maia, 08 Mar (Lusa) - O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse hoje que a Educação e o Ensino atravessam "o período mais negro na história recente do país" e saudou a "Marcha da Indignação" promovida pelos professores.

O líder comunista falava na Maia, sensivelmente à mesma hora em que uns 80 mil docentes desfilavam pelas ruas da capital, naquilo que classificou como "a maior manifestação de professores alguma vez realizada em Portugal".

O dirigente disse que no protesto dos professores "o que está em causa não são interesses corporativos, como o governo acusa, mas os de toda a comunidade".

"Este é o período mais negro da história recente do país no sector da Educação e do Ensino e consubstancia um retrocesso muito significativo e com graves consequências no futuro", afirmou o secretário-geral comunista, que fechou um comício-festa comemorativo do 87º aniversário do PCP.

Os cerca de 300 participantes no comício interromperam o discurso de Jerónimo de Sousa gritando a palavra de ordem "25 de Abril sempre, fascismo nunca mais" quando o líder comunista se insurgiu contra o "insulto do ministro Augusto Santos Silva à memória de Álvaro Cunhal".

"Não ofende quem quer", afirmou Jerónimo de Sousa.

O ministro dos Assuntos Parlamentares foi vaiado sexta-feira, à noite, em Chaves, por uma centena de professores, quando entrava num auditório para uma iniciativa do PS.

Augusto Santos Silva reagiu, acusando os manifestantes de estarem a levar a cabo uma intimidação anti-democrática e atribuiu o combate pela liberdade apenas a "históricos" do PS.

"A liberdade é algo que o País deve a Mário Soares, a Salgado Zenha, a Manuel Alegre. Não deve a Álvaro Cunhal nem a Mário Nogueira", afirmou também Santos Silva.

O PCP já tinha reagido a estas declarações, considerando, pela voz de Francisco Lopes, que eram "tentativa de última hora para condicionar a participação" na manifestação de professores que hoje se realizou e um "insulto" à figura de Álvaro Cunhal.

JGJ.

Lusa/Fim

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