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30 de Abril de 2008, 22:44

PSD: Mira Amaral e Passos Coelho criticam política financeira de Ferreira Leite

Durante um debate sobre economia na sede de candidatura de Passos Coelho, em Lisboa, Mira Amaral disse que "os governos PSD/PP nada mudaram em relação aos anteriores governos de Guterres" e mostraram "total incapacidade de fazer a reforma da Administração Pública, que nem sequer foi enunciada".

"Estes senhores [o actual Governo do PS] pelo menos enunciaram-na", acrescentou.

Manuela Ferreira Leite, adversária de Pedro Passos Coelho nas eleições directas para a liderança do PSD, foi ministra das Finanças entre 2002 e 2004, no executivo PSD/CDS-PP chefiado por Durão Barroso.

Mira Amaral criticou a operação de venda de créditos do Estado feita por Manuela Ferreira Leite para ter um défice inferior a três por cento em 2003, defendendo que "isso devia ter sido um empréstimo e não uma receita" inscrita no orçamento porque onerou os orçamentos futuros.

De acordo com o ex-ministro do Trabalho e da Indústria de Cavaco Silva, o que se fez foi "contabilidade criativa" e "martelar os défices".

Mira Amaral disse ainda que a situação do País "não se transforma com a visão contabilística".

"Se pegarmos num responsável empresarial só porque é sério ou porque tem ar de mau e o transformarmos" em presidente executivo ou presidente do conselho de administração "o que é acontece? Daqui a um ano está falida", ilustrou.

"Eu explico nas minhas aulas a diferença entre contabilidade e estratégia. O problema da Administração Pública não se resolve com regras contabilísticas e é um erro que tem havido aqui nesta matéria das finanças", concluiu o economista, que se referiu a Pedro Passos Coelho como "um sopro de juventude e de frescura".

Por sua vez, Passos Coelho criticou "a obsessão do défice que existe desde 2002", considerando que está "a destruir a economia, as empresas e o emprego" e que se anda "há sensivelmente sete anos a tentar resolver o problema com medidas temporárias, provisórias".

"Temos de parar um pouco neste caminho, que não pode ser imputado estritamente ao PS, nós também já cometemos esse erro", sustentou.

Segundo Passos Coelho, é preciso "baixar a receita em função da reforma do Estado", o que "realmente não foi feito" até ao momento.

IEL.

Lusa/Fim

Agência Lusa

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