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Guiné-Bissau: ONG portuguesa Mundo a Sorrir vai abrir clínica dentária e dar consultas gratuitas

24 de Junho de 2008, 16:50

Lisboa, 24 Jun (Lusa) - A organização não-governamental (ONG) Mundo a Sorrir vai abrir uma clínica dentária na Guiné-Bissau e prestar tratamentos dentários gratuitos a toda a população guineense, disse hoje o seu presidente Miguel Pavão.

Criada há três anos, a Mundo a Sorrir é uma associação de médicos dentistas portugueses que se propõe trabalhar na área da saúde oral, especialmente junto das comunidades mais desfavorecidas, excluídas e marginalizadas.

Além de ter projectos em Portugal, a ONG também desenvolve trabalhos na Guiné-Bissau e em Cabo-Verde, países onde voluntários da Mundo a Sorrir prestam cuidados médicos e sensibilizam as populações para a higiene oral.

A ideia de abrir uma clínica na Guiné-Bissau surgiu porque a ONG apenas dispunha de uma cadeira de dentista portátil que limitava o trabalho dos voluntários.

"Tínhamos dificuldades em trabalhar. O único meio técnico era uma cadeira dentária portátil, que ajuda mas tem limitações", disse hoje à Agência Lusa Miguel Pavão.

A Mundo a Sorrir contactou com o Orfanato Casa Emanuel, em Bissau, "um parceiro no terreno", que se aliou à iniciativa e ofereceu um espaço nas suas instalações para se montar a clínica, indicou o responsável.

"Já foi enviada uma cadeira dentária cedida pela Associação Abraço e 15 caixas de material de estomatologia e medicina dentária que o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento nos fretou num contentor", disse o presidente da ONG.

De acordo com Miguel Pavão, no próximo mês seguem para a Guiné-Bissau um grupo de voluntários, entre os quais dois finalistas universitários, que vão instalar a cadeira, devendo a clínica abrir a meio de Agosto.

A clínica vai prestar serviço gratuito a toda a população guineense.

Esperando "muita clientela", Miguel Pavão disse que vão ter de ser definidas algumas regras no atendimento, devendo ser dada prioridade às entidades parceiras e aos casos prioritários.

Para já, o atendimento prestado será "quase paliativo", centrando-se nos tratamentos de cáries, tratamento da dor, prescrições médicas e nos cuidados com os mais jovens.

"Como têm um consumo de açúcar muito baixo, vale a pena apostar quando não lhes surge a primeira cárie. Até aos 12 anos podemos aplicar-lhes um tratamento que evita aparecimentos de cáries", explicou o responsável.

Além da vertente clínica, outra das apostas da organização é a formação dos técnicos locais e a sensibilização da população para os cuidados com a higiene oral.

MCL.

Lusa/fim

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