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31 de Julho de 2008, 19:46

Madeleine: Ministério Público disponibiliza processo a partir de 2ª feira

O documento começa a ser disponibilizado aos jornalistas que requereram acesso ao processo a partir da manhã de segunda-feira no Ministério Público que funciona junto do Tribunal de Portimão, informou hoje fonte oficial.

O Ministério Público arquivou o inquérito relativo ao desaparecimento da menina inglesa Madeleine McCann no dia 21 deste mês e levantou a condição de arguido aos pais da menor, Kate e Gerry McCann, e ao cidadão luso-britânico Robert Murat, ressalvando, em comunicado, que pode reabrir o processo caso surjam "novos elementos de prova".

A decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi seguida por silêncios por parte das entidades que actuaram no terreno durante os últimos 15 meses.

Enquanto o Departamento de Investigação Criminal de Portimão da Polícia Judiciária (PJ), coordenado por Paulo Rebelo, se escusava a comentar a decisão, o director da PJ de Faro escusava-se a falar aos jornalistas por, alegadamente, estar em reunião.

Habitantes e turistas que se encontravam na Praia da Luz, Lagos, na altura do anúncio da PGR criticaram as autoridades judiciais por decidirem arquivar o processo do desaparecimento de Madeleine McCann, enquanto a menina continua desaparecida, considerando que o caso "está mal contado".

Os pais de Madeleine McCann saudaram, por seu turno, o facto de já não serem arguidos na investigação ao desaparecimento da filha e consideraram que terem sido constituídos arguidos foi "prejudicial" para as operações de busca.

A menina britânica Madeleine McCann, na altura com três anos, desapareceu a 03 de Maio de 2007 do aldeamento turístico Ocean Club, na Praia da Luz, Lagos, Algarve, quando estava no apartamento com os irmãos gémeos também menores e enquanto os pais jantavam num restaurante das proximidades na companhia de um grupo de amigos ingleses.

O mistério do desaparecimento da criança e a aparente falta de pistas sólidas e motivações para explicar o sucedido têm contribuído para transformar este caso num dos processos mais mediáticos de sempre.

CCM.

Lusa/Fim

Agência Lusa

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