O documento começa a ser disponibilizado aos jornalistas que requereram acesso ao processo a partir da manhã de segunda-feira no Ministério Público que funciona junto do Tribunal de Portimão, informou hoje fonte oficial.
O Ministério Público arquivou o inquérito relativo ao desaparecimento da menina inglesa Madeleine McCann no dia 21 deste mês e levantou a condição de arguido aos pais da menor, Kate e Gerry McCann, e ao cidadão luso-britânico Robert Murat, ressalvando, em comunicado, que pode reabrir o processo caso surjam "novos elementos de prova".
A decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi seguida por silêncios por parte das entidades que actuaram no terreno durante os últimos 15 meses.
Enquanto o Departamento de Investigação Criminal de Portimão da Polícia Judiciária (PJ), coordenado por Paulo Rebelo, se escusava a comentar a decisão, o director da PJ de Faro escusava-se a falar aos jornalistas por, alegadamente, estar em reunião.
Habitantes e turistas que se encontravam na Praia da Luz, Lagos, na altura do anúncio da PGR criticaram as autoridades judiciais por decidirem arquivar o processo do desaparecimento de Madeleine McCann, enquanto a menina continua desaparecida, considerando que o caso "está mal contado".
Os pais de Madeleine McCann saudaram, por seu turno, o facto de já não serem arguidos na investigação ao desaparecimento da filha e consideraram que terem sido constituídos arguidos foi "prejudicial" para as operações de busca.
A menina britânica Madeleine McCann, na altura com três anos, desapareceu a 03 de Maio de 2007 do aldeamento turístico Ocean Club, na Praia da Luz, Lagos, Algarve, quando estava no apartamento com os irmãos gémeos também menores e enquanto os pais jantavam num restaurante das proximidades na companhia de um grupo de amigos ingleses.
O mistério do desaparecimento da criança e a aparente falta de pistas sólidas e motivações para explicar o sucedido têm contribuído para transformar este caso num dos processos mais mediáticos de sempre.
CCM.
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