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31 de Janeiro de 2010, 10:18

Angola: História política de Lúcio Lara lançada em fotobiografia

A data de lançamento da obra coincide com a passagem do 49º. aniversário do início da luta armada contra o regime colonial português, processo em cujo plano político Lúcio Lara desempenhou um papel central.

A fotobiografia "Lúcio Lara - Imagens de um percurso", com 216 páginas e com um CD que reproduz o livro e dá acesso a mais fotos e documentos, pessoais e políticos, é da autoria da Associação Tchiweka de Documentação e será lançada na Casa do Alentejo pela Editorial Caminho.

O papel central de Lúcio Lara, que exerceu o cargo de secretário geral do MPLA durante a guerra civil angolana, organização de que foi um dos fundadores, é evidenciado por dois fatos históricos.

Foi ele quem liderou a primeira delegação do partido que entrou em Luanda, a 08 de Novembro de 1974, na sequência da queda, sete meses antes, do regime colonial português, e quem empossou Agostinho Neto, a 11 de Novembro de 1975, como primeiro Presidente da então denominada República Popular de Angola.

Nascido no município de Mungo, no Bailundo, província do Huambo, de mãe angolana e pai português, Lúcio Lara chegou a ser considerado por observadores políticos como o mais forte candidato à sucessão de Agostinho Neto - de quem se dizia ser a mão direita -, quando este morreu a 10 de Setembro de 1979.

Intérprete fiel do programa político do MPLA, Lúcio Lara esteve sempre na primeira linha do combate nacionalista ao longo do período que mediou entre 1961 e 1975, ora acompanhando Agostinho Neto em viagens a países amigos do MPLA ou representando o partido em conferências e reuniões internacionais.

Contudo, são muitos os que acreditam que a escolha de José Eduardo dos Santos para suceder a Agostinho Neto, tanto na Presidência da República como na liderança partidária, resultou da luta política interna, parte da qual foi travada ainda no tempo de Neto, designadamente em 1977, com a alegada tentativa de golpe de estado de Nito Alves, então ministro do Interior.

Com a morte de Agostinho Neto desempenhou interinamente o cargo de presidente do MPLA.

A Lúcio Lara, um dos nomes mais considerados na sucessão, nunca se lhe ouviu, publicamente, qualquer crítica à decisão da cúpula política do MPLA em escolher José Eduardo dos Santos.

A parte final da fotobiografia é preenchida com testemunhos de 21 personalidades, angolanas e estrangeiras, amigos e companheiros de Lúcio Lara, que desfiam memórias e depõem sobre a luta política de quem tem a "vida intimamente ligada à história de Angola de segunda metade do século XX", como se lê na contracapa da obra.

EL.

Este texto foi escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico

Lusa/Fim

Agência Lusa

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